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Agentes de Bauru já organizam greve

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Funcionários das penitenciárias prometem greve a partir de quinta. Em Bauru e Pirajuí são cerca de 1.350 trabalhadores

Os funcionários das penitenciárias I e II de Bauru, do Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru e das penitenciárias I e II de Pirajuí já estão organizando a paralisação prometida pela categoria a partir de quinta-feira. Ontem à noite, o Sindicato dos Trabalhadores Públicos do Complexo Penitenciário do Centro-Oeste Paulista (Sindicop) fez uma reunião na sede da Associação dos Aposentados para definir como será a greve.

Em Bauru e Pirajuí, os funcionários das penitenciárias - que inclui agentes penitenciários, motoristas, oficiais administrativos e auxiliares de enfermagem - somam cerca de 1.350, de acordo com o Sindicop. O presidente da entidade, Ramon Álvaro dos Anjos Sousa, disse que é esperada adesão de 100% da categoria.

A decisão de entrar em greve nesta quinta-feira foi tirada em assembléia estadual da categoria, em São Paulo, na última sexta-feira. O motivo para a paralisação, segundo o Sindicop, seria o descaso com que as reivindicações dos funcionários de presídios teriam sido tratadas pelo secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa.

De acordo com Sousa, Furukawa não compareceu à reunião com a categoria em São Paulo, na sexta-feira, que teria sido marcada pelo próprio secretário. O presidente do Sindicop disse que 72 das 74 penitenciárias que estavam representadas na assembléia votaram pela greve.

Souza ressaltou que a categoria tenta negociar a pauta de reivindicação com a Secretaria da Administração Penitenciária há vários meses, sem sucesso. Entre outros itens, os funcionários das penitenciárias querem que as gratificações sejam incorporadas aos salários, para que ao se aposentarem não haja redução nos vencimentos.

De acordo com o presidente do Sindicop, ao se aposentar um agente penitenciário, que ganha cerca de R$ 750,00, perde até 30% do salário. Outra reivindicação é com relação à segurança. Os funcionários das penitenciárias querem o fim da superpopulação carcerária, com uma maneira de reduzir os riscos da categoria durante o trabalho. Também pedem a reforma do Código Penal e 22 folgas por ano para os agentes - atualmente são nove.

Ramon Álvaro dos Anjos Sousa disse que, como se trata de serviço essencial, um terço dos funcionários de cada presídio vai trabalhar normalmente. A orientação dada na assembléia em São Paulo, segundo o presidente do Sindicop, é para que os funcionários batam o cartão, mas não exerçam suas funções, fiquem de braços cruzados.

Até ontem à tarde, a 4.ª Cia da Polícia Militar, responsável pelo policiamento externo dos presídios de Bauru e Pirajuí, não havia recebido nenhuma orientação específica de atuação em função da greve prometida para a partir de quinta-feira.

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