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Tilibra pega o embalado Fluminense

Rodrigo Figueiredo
| Tempo de leitura: 3 min

Ainda sem Marlon, Michel e César, equipe bauruense joga no Rio contra adversário que venceu oito dos últimos nove jogos que disputou

Após duas derrotas seguidas em casa e tendo que lutar contra os constantes desfalques, o Tilibra-Copimax joga hoje, às 20h, no Rio de Janeiro, contra o embalado Fluminense, que venceu oito dos últimos nove jogos no Campeonato Nacional de Basquete Masculino.

Além dos alas Marlon Anderson e César e do pivô Michel, que se recuperam de contusões, o Tilibra ainda corre o risco de não ter nesta noite o ala Vanderlei, um dos destaques da equipe, que não treinou nos últimos dias em virtude de problemas familiares. Se não puder contar com Vanderlei, a equipe do técnico Guerrinha terá que se superar mais uma vez caso queira conquistar uma vitória. "Temos que jogar com inteligência, pois ainda estamos sem o Michel, o Marlon e o César, o que dificulta o revezamento da equipe", ressaltou o treinador.

Nas duas últimas partidas, quando não teve Marlon em quadra, mesmo jogando em casa e vindo de uma seqüência de sete vitórias seguidas, o Tilibra ressentiu-se de um jogador de definição, como o norte-americano e somou duas derrotas, contra os fortes Uberlândia e Botafogo. Por isso, Guerrinha pede tranqüilidade. "Precisamos ter o controle do jogo e tentar passar a pressão para o time tricolor, que atua em casa. Jogando com tranqüilidade e defendendo bem, teremos chances de vencer a partida", ponderou Guerrinha.

Para dificultar a situação do time bauruense, o Fluminense vem de uma boa seqüência de jogos, sendo derrotado apenas pelo líder Botafogo, nas últimas nove rodadas. O treinador do Fluminense, Alberto Bial, prevê as dificuldades. "Será uma partida muito difícil. O time de Bauru com certeza virá com tudo para se recuperar das últimas derrotas e subir na tabela. Precisamos manter a regularidade e as nossas características de jogo, baseadas na coletividade e determinação para conseguir um resultado positivo", disse.

No primeiro turno, em Bauru, o Tilibra venceu o Fluminense por 96 a 86, numa partida em que as duas equipes jogaram muito abaixo da média. Mas agora, o elenco carioca é bem diferente daquele que jogou na Panela de Pressão. Após a contratação do norte-americano Mark Higgins, o Fluminense cresceu assustadoramente na competição e já figura entre as principais equipes do Nacional. Higgins é o maior reboteiro do Nacional, com média de 9,6 por jogo, e caiu como uma luva para jogar ao lado do também pivô Gema, ex-Tilibra, que tem média de 6,9 (12º no geral).

Brent, o outro norte-americano do elenco carioca é o principal cestinha da equipe, com média de 22,7 por partida (6º). Gema tem média de 19,9 (9º) e Higgins 12,5. Os três, juntos, marcam 62% dos pontos da equipe carioca, que faz média de 88,8 pontos por jogo.

O Tilibra, apesar de ter que apostar no jogo coletivo e na boa performance dos jogadores do banco, terá grande trabalho para bloquear o forte jogo no garrafão da equipe carioca. Sem Michel, o técnico Guerrinha precisa torcer por uma boa apresentação dos sempre inconstantes e imprevisíveis Leon, Kell e Murilo. O único pivô que tem mantido regularidade, Brasília, pode ser mais uma vez a saída para que se consiga a vitória. Brasília mantém uma média de 18,8 pontos (14.º) e 6,6 rebotes (13.º). Além disso, consegue 2,1 recuperações de bola por jogo (6.º).

As duas equipes sabem muito bem que uma vitória é de extrema importância para manter-se entre os primeiros na tabela, dada ao grande equilíbrio deste Nacional. O Fluminense ocupa hoje a 5.ª colocação, com 28 pontos e 6 derrotas. Já o Tilibra, soma 27 pontos e 7 derrotas, na 8.ª colocação.

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