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PM reforça segurança em presídios

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Reforço no policiamento visa coibir eventual tentativa de fuga de presos durante a greve dos funcionários de presídios

Por medida de segurança diante da greve anunciada pelo Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo para ter começado a zero hora de hoje, a Polícia Militar está reforçando o policiamento na área externa das penitenciárias I e II de Bauru.

O capitão Reginaldo de Souza Braga, comandante da 4.ª Cia, que é responsável pelo policiamento dos presídios, disse que usará o próprio efetivo de serviço para reforço. Mas ele ressaltou que se houver alguma anormalidade em função da greve serão acionados policiais que atuam no trânsito em Bauru, da administração da 4.ª Cia, do Canil, da Cavalaria e da escolta de presos. A segurança externa das penitenciárias I e II de Bauru é feita por cerca de 20 policiais. O receio da polícia, caso a greve realmente tenha adesão dos funcionários, é que os presos tentem fugir ou façam qualquer outro movimento. A expectativa do Sindicato dos Trabalhadores Públicos do Sistema Prisisonal do Centro-Oeste Paulista (Sindicop) é de alta adesão à greve na região.

Ramon Álvaro dos Anjos Sousa, presidente da entidade, disse ao JC ontem à tarde que a categoria - agentes penitenciários, motoristas, oficiais administrativos e auxiliares de enfermagem - estavam firmes no propósito de cruzar os braços a partir de hoje. Entre penitenciárias I e II de Bauru, Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru e penitenciárias I e II de Pirajuí são cerca de 1.350 funcionários.

Sousa explicou que a greve será sentida hoje, a partir das 6 horas, quando deve entrar em serviço um novo turno de trabalho. A orientação do sindicato é para que os funcionários batam cartão, mas não desempenhem suas atividades. Os funcionários dos presídios estão reivindicando reajuste salarial; redução da jornada de trabalho; aposentadoria especial aos 25 anos de trabalho; piso salarial de R$ 800,00 para carreiras de apoio (motorista, oficial administrativo, mestre de ofício, etc); redução da população carcerária; contratação de mais agentes; implementação das penas alternativas, entre outros itens.

O motivo para a paralisação, segundo o sindicato, seria o descaso com que as reivindicações dos funcionários de presídios teriam sido tratadas pelo secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa. Durante a paralisação, como se trata de serviço essencial, um terço dos funcionários de cada presídio deve ser mantido no trabalho atendendo setores de saúde, alimentação e liberdade. De acordo com o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional, os trabalhadores não vão receber advogados, correspondências, novos presos, empresas e familiares de presos.

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