Geral

Cai número de vagas ocupadas em Bauru

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Economista avalia que pessoas que procuram por emprego não atendem as exigências do mercado de trabalho

De acordo com um levantamento feito pelo Centro de Orientação para o Trabalho (COT) e pelo Centro de Estudos e Pesquisa para Encaminhamento ao Trabalho (Cepet) de Bauru, do total de pessoas cadastradas nesses dois órgãos durante o primeiro trimestre deste ano e que foram encaminhadas ao mercado de trabalho, apenas 17,63% conquistaram uma vaga. No mesmo período do ano passado, do total de pessoas encaminhadas, 26,34% conseguiram emprego.

Neste ano, do total de 4.230 pessoas cadastradas, 635 foram encaminhadas ao mercado e somente 112 foram empregadas. No ano passado, 4.261 pessoas se cadastraram na tentativa de conseguir um emprego. Desse total, 448 foram encaminhadas e 118 conseguiram uma vaga no mercado.

Isso significa que, nos primeiros três meses deste ano, a quantidade de desempregados cadastrados nesses órgãos e que foram direcionados ao mercado foi 41,74% maior que no mesmo período do ano 2000. Porém, o número de vagas conquistadas ficou quase igual, sendo 112 este ano, contra 118 no ano passado (queda de 5,08% neste ano).

Para o professor e economista Mauro Fernando Galo, esses resultados mostram que o mercado está mais exigente quanto à qualificação das pessoas que procuram conquistar um emprego e que esse requisito não estaria sendo preenchido pelos candidatos, já que dos 635 encaminhados ao mercado pelo COT e Cepet, somente 112 foram empregados. No ano passado, essa diferença foi bem menor. Dos 448 encaminhados, 118 conseguiram uma vaga. O maior número de vagas oferecidas este ano foi nos setores da indústria, comércio e prestação de serviços.

É possível observar que, neste ano, houve um esforço muito maior desses órgãos no sentido de encaminhamento das pessoas cadastradas ao mercado de trabalho. No ano passado, de todos os que se cadastraram, 10,51% foram encaminhados. Neste ano, esse número foi de 15,01%. Ou seja, o número de encaminhados representou um crescimento sensível de 41,74% nos primeiros três meses deste ano em relação ao ano passado, analisa Galo.

Ainda de acordo com o economista, a queda no número de vagas ocupadas este ano, que ficou 5,08% menor que no ano 2000, mostra que as pessoas que estão procurando por emprego não estão qualificadas para atender às exigências do mercado. Para concluir isso, basta saber que, no primeiro trimestre do ano passado, do total de 448 pessoas encaminhadas, 118 conseguiram vagas, o que significa 26,34% de casos que deram certo. Neste ano, apenas 17,64% dos encaminhados (total de 635) ocuparam vagas (total de 112 alcançadas).

O mercado está mais seletivo. Mesmo oferecendo um maior número de vagas, está exigindo mais dos candidatos. Os números deste ano mostram que as pessoas não estão se preparando para essa realidade. Atualmente, quem não conhece um pouco de computação está se tornando um analfabeto. Antigamente, essas pessoas eram as que não sabiam ler e escrever. Hoje, há o que podemos chamar dos analfabetos da informática. Isso prejudica muito quem procura por uma vaga no mercado de trabalho. As pessoas não podem deixar de investir na sua carreira e na ampliação dos seus conhecimentos, alerta o economista.

Comentários

Comentários