Sr. prefeito, confesso que não tinha a intenção de dirigir-lhe nova carta em tão pouco tempo depois da já citada ponte que caiu do céu, mas como bauruense, como marydotense, e, acima de tudo, como brasileiro dirijo-lhe novamente a palavra, agora como pedido de socorro. Falo a respeito de um problema fácil de se consertar, porém complexo. Parece ilógico, né? Mas é. Trata-se, ao meu ver, de um problema cultural.
Falo da falta de educação e de consciência do nosso povo, seja no Mary Dota, em Bauru ou no Brasil. Hoje, domingo, o Eduardo, meu filho caçula de 3 anos, me disse, enquanto o mais velho Gabriel ainda dormia: - Papai, vamos passear no mato? E eu disse: - Vamos Dú. Mas voltei decepcionado com nossa gente e resolvi apelar à nossa Prefeitura e a nosso povo. O que era pra ser um privilégio, tornou-se um mau estar.
Tínhamos tudo para ter lugares agradáveis bem aqui, sem ter que ir muito longe. Eu falo do espaço verde (matas da região), falo do lago, ao menos para ser observado, visto que existe alerta quanto a problemas de afogamentos registrados no local. Mas o que me entristece, volto ao que me levou a escrever, é a falta de cultura e consciência do povo, emporcalhando de ponta a ponta a avenida (que serviria para o footing do pessoal que gosta), que liga o Mary Dota à Quinta da Bela Olinda. É impressionante o desrespeito ao nosso próprio dinheiro, sim, porque ali está o nosso dinheiro (impostos) coberto por lixo e entulho. E a ignorância fica na história da criança que atira a pedra para o alto e ela cai de volta na sua própria cabecinha.
Mas nós não somos crianças, pelo menos o rapaz que eu vi de manhã encostando sua bonita caminhonete cabine dupla e começou a jogar sacos de lixo e outros objetos, ele não me parecia criança. Será que é difícil perceber que isso se reverterá em forma de desvalorização das nossas próprias casas, e ainda mais, trará toda espécie de bichos peçonhentos para nossas casas pondo em perigo nossas vidas e as dos nossos familiares.
Mas nunca é tarde, somos um povo jovem e teremos de aprender que a depredação, a destruição, é como o efeito da pedra atirada para cima; até quando teremos de suportar os galos pela nossa própria ignorância, vamos acordar gente.
E, finalmente, o que eu peço para a Prefeitura, seria ao meu ver simples: criar um depósito aqui na nossa região para entulho, eu disse entulho, viu, porque lixo nós temos a coleta 3 vezes por semana e jogá-los nos terrenos baldios é inadmissível, cabendo a quem for pego pagar multa e limpar a sujeira (sugestão). Senhor prefeito, ajude-nos a nos ajudar. Forte abraço. (Demerval Assis da Silva - RG: 14.668.193)