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Tibiriçá controla verminose em crianças

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 4 min

Campanha do Núcleo de Saúde está diagnosticando e tratando parasitoses de crianças e familiares de creche e escola

Tibiriçá - Uma campanha conjunta com o Núcleo de Saúde Dr. Dolério Sandim, a Creche Assistencial Nossa Senhora e a Escola Estadual Major Fraga, de Tibiriçá, está controlando a incidência de verminoses no distrito. As crianças estão sendo submetidas a exames parasitológicos de fezes e exames de sangue. Aquelas que apresentam vermes ou outra alteração de saúde, como anemia, são encaminhadas para tratamento. O trabalho é estendido às famílias, que também recebem orientações de saúde e higiene.

A campanha começou em novembro do ano passado, quando 57 crianças matriculadas na creche foram chamadas para fazer o exame. Elas são trazidas ao Núcleo de saúde, onde passam por uma consulta de enfermagem, que inclui verificação da altura, peso, mucosas, freqüência cardíaca e informações sobre a qualidade do sono, alimentação, coceiras e eventuais dores. Depois, pedimos três amostras das fezes para exames, explicou a chefe do Núcleo, a enfermeira Doralice Mady Coelho dos Santos.

Ela informou que, na primeira etapa da campanha, 50% das crianças apresentaram pelo menos um tipo de verme. Mas existe uma margem de erro, porque o exame só identifica os parasitas na fase da desova, então, pode haver mais crianças doentes, contou Doralice.

Segundo ela, por isso, a médica (clínica geral) do núcleo prescreveu medicamentos específicos para as crianças que tiveram confirmação de alguma parasitose e vermífugos comuns para o tratamento preventivo das demais crianças.

Além das verminoses, houve dois casos de alteração cardíaca, que foram encaminhados para exame cardiológico. O resultado apontou sopro sistêmico do coração - anomalia que costuma sarar sozinha, conforme a criança se desenvolve.

Agora, todas as crianças da creche (hoje são 80 matriculados) deverão refazer os exames parasitológicos para verificar se o problema foi sanado. É um trabalho simples e essencial, se considerarmos que, no Brasil, em pleno século XXI, pessoas ainda morrem por verminoses, observou a enfermeira.

Escola

Na última segunda-feira, a campanha contra verminose começou a ser feita com os 513 alunos da E. E. Major Fraga, que têm entre 7 e 18 anos. De acordo com o diretor da instituição, Ariovaldo Franco, são 513 estudantes com idades entre 7 e 18 anos. Diariamente, 40 estudantes são encaminhados ao núcleo de saúde para a consulta de enfermagem e a entrega das amostras de fezes para exame.

De acordo com o diretor da escola, Ariovaldo Franco, 80% dos alunos são oriundos da zona rural, onde os cuidados sanitários são bastante precários. Criança com verminose tem rendimento baixo na escola. Tem aluno que come três pratos de comida na hora da merenda e depois fica o resto da aula com sono, comentou.

Outra vantagem da campanha, na opinião do diretor, é que avaliar a saúde geral da criança. Segundo ele, antigamente, isso era feito por médicos nas próprias escolas antes de se encaminhar o aluno para as aulas de Educação Física, mas, atualmente, não se faz mais tal avaliação.

Extensão

De acordo com Doralice, a campanha estende-se, também, às famílias dos alunos, que são visitadas, encaminhadas para exame e orientadas sobre higiene e sanitarismo. No caso das crianças com menos de 10 anos, o combate à verminose depende quase exclusivamente das mães. Já as crianças a partir da 5.ª série (11 anos, em média), nós estamos conversando diretamente com elas, sugerindo mudanças de hábitos, que acabam sendo levadas também para os familiares, explica Doralice.

Questionada sobre a receptividade destas famílias, a enfermeira disse que raramente tem problemas. Mas foram necessários quatro anos de trabalho junto à comunidade para eu conseguir conquistar a confiança deles. Porque você precisa ter um vínculo com a família até para avisar que a criança está com piolho e ensinar como resolver o problema, ressaltou.

Ela salientou que, hoje, esse vínculo é tão grande que, muitas vezes, as mães vêm pedir que ela acompanhe os filhos ao médico, enquanto elas trabalham. A maioria das famílias aqui trabalha na roça e não pode perder um dia de serviço para participar da reunião da escola ou trazer a criança para as orientações de higiene. Mas, com certeza, elas aceitam nossas visitas. Afinal, que mãe não se sente grata sabendo que alguém se preocupa com a saúde de seu filho?, destacou a enfermeira.

Medidas preventivas

Lavar as mãos antes das refeições;

Lavar as mãos antes e após ir ao banheiro;

Lavar as mãos depois de pegar animais de estimação;

Beber só água filtrada, fervida e tratada (clorada);

Lavar muito bem frutas e verduras;

Não comer carne mal passada;

Combater moscas e caramujos;

Cuidar da higiene pessoal: andar sempre calçado, manter as unhas bem aparadas, tomar banho diariamente, escovar os dentes, etc.

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