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Cresce procura por lâmpada eletrônica

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Bem mais cara que as lâmpadas incandescentes comuns, a vantagem da eletrônica é a economia de energia elétrica

O risco de racionamento de energia elétrica, tão alardeado ultimamente, tem levado o consumidor a buscar novas formas de economia. Uma delas é trocar a lâmpada incandescente comum por outra do tipo eletrônica, que apesar de ser mais cara do que a primeira, tem maior durabilidade e é mais econômica.

Essa transição tem representado um visível aumento nas vendas das lâmpadas eletrônicas nas lojas de Bauru. É o que se constata ao consultar algumas delas. Um dos mais empolgados com essa mudança é Antônio Célio de Freitas, proprietário de uma loja de materiais elétricos.

Segundo ele, há aproximadamente dez dias começou a ser observada uma maior procura pelo produto. Somente na quarta e quinta-feira, ele informou que a loja vendeu 15 lâmpadas eletrônicas. A procura foi tanta que o estoque acabou e agora ele aguarda a chegada de nova remessa.

As lâmpadas mais procuradas são as de 15 watts e 23 watts, equivalentes, em luminosidade, à lâmpada comum de 100 watts. O preço das duas fica em média R$ 17,00 cada, contra apenas R$ 1,00 da lâmpada incandescente comum. De acordo com Freitas, os consumidores se dizem preocupados com a possibilidade do racionamento e também buscam redução na conta de energia elétrica. As lâmpadas eletrônicas têm seis meses de garantia, segundo os lojistas.

O aumento na procura de lâmpadas eletrônicas foi confirmado por César Augusto, vendedor de uma loja de materiais elétricos do centro da cidade. Ele garantiu que as vendas estão ótimas e que está havendo um aumento gradativo na procura. Segundo ele, cada dia que passa mais pessoas procuram a loja em busca desse tipo de lâmpada.

Andréia Patrícia Rodrigues Marinelli, vendedora de uma loja de materiais elétricos do Bauru Shopping Center, informou que a venda da lâmpada eletrônica começou a crescer há cerca de seis meses. Mas, segundo ela, nos últimos 30 dias a procura por lâmpada eletrônica aumentou demais, desde a de menor potência (9 watts) até as mais poderosas (26 watts).

Um consumidor que pediu para não ser identificado, contou à reportagem que, há seis meses, trocou todas as lâmpadas da casa, onde predominavam as comuns, por lâmpadas eletrônicas. Em razão do alto custo dessas lâmpadas, ele disse que a troca foi lenta. Ele foi substituindo uma a uma e hoje se diz satisfeito. Principalmente, quando recebe a conta e verifica que o consumo médio de energia caiu cerca de 25%, sem que ele tenha mudado seu comportamento. Outro detalhe que ele fez questão de ressaltar foi no quesito claridade. Na opinião dele, a eletrônica é tão boa, ou até superior, quanto a claridade da lâmpada comum.

Enquanto a lâmpada incandescente funciona com resistência, a eletrônica é equipada com um pequeno reator, a exemplo das demais lâmpadas fluorescente.

De acordo com cálculos divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a troca de uma lâmpada incandescente de 100 watts por uma eletrônica de 23 watts, por um período de seis horas diárias, pode representar uma economia de R$ 1,86 por mês. Outra vantagem da lâmpada eletrônica em relação à incandescente seria quanto a durabilidade. Enquanto a primeira teria uma vida útil média de 38 meses, a segunda duraria apenas seis meses.

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