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Teatro Municipal deve levar nome da professora Celina

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador Humberto Santana (PDT) é o autor de um projeto de decreto legislativo, que dá ao Teatro Municipal a denominação de professora Celina Lourdes Alves Neves. Ele também propôs que o Centro Cultural seja denominado de Carlos Fernandes de Paiva, o mestre Cirilo. A indicação já havia sido feita, no ano passado, pela vereadora Majô Jandreice (PC do B).

Segundo Santana, as indicações foram avalizadas pelo secretário municipal de Cultura, Sérgio Losnak, pelo historiador Gabriel Ruiz Pelegrina e outros profissionais do meio cultural da cidade. O vereador informou, ainda, que vai apresentar uma emenda ao projeto que transforma a indicação em autoria de todos os parlamentares.

Dona Celina

Celina Lourdes Alves Neves nasceu em Taquaritinga. Como filha de ferroviário e jornalista combativo e político, ela morou em Avaí, Miranda (MS), Porto Esperança (MS), São Paulo e Bauru. Filha única, cresceu bricando com galo-campina e muita leitura.

Fundou, nos anos 50, e dirigiu por mais de 40 anos a Escola Progresso. Foi professora de datilografia, taquigrafia, caligrafia. Sua grande preocupação era que os alunos, ao concluírem o curso, soubessem discutir o que ela chamava de conhecimentos gerais.

Foi despertada para o teatro amador quando um aluno, João Julião de Oliveira Jr., apresentava um espetáculo de palhaço. Escreveu para os jornais Correio da Noroeste, Folha do Povo, Voz de Portugal, Correio Paulistano e escrevia seu Bom Dia, Bauru, no Jornal da Cidade. Fundou a Academia Bauruense de Letras e foi sua primeira presidente.

Mestre Cirilo

Carlos Fernandes de Paiva é natural de São Manuel. Tinha apenas 12 anos de idade quando perdeu os pais, passando a conviver com os avós maternos. Sua primeira atividade profissional foi ligada ao comércio. Foi um dos fundadores, em 1922, do histórico Centro Católico Bauruense, onde intelectuais se reuniam e organizavam sessões de cunho cívico-cultural.

Foram seus contemporâneos nessa taividade Rodrigues de Abreu, João Maringoni, Jorge de Castro, Octavio Brisolla e outros. Na área de jornalismo, teve participação em vários órgãos da imprensa, como O Bauru, Diário da Noroeste, Correio de Bauru e O Município. No jornal Diário de Bauru, manteve por muitos anos a coluna Galeria dos Pioneiros.

Lançou dois livros em crônicas sobre o passado da cidade. Teve participação como fundador de diversas instituições como Smart Futebol Clube, Loja Maçônica Ormuz, Banda Mirim, Irmandade da Santa Casa, entre outras.

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