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Ladrões arrombam escola em Agudos

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Em uma semana, duas invasões seguidas de roubos deram prejuízos de pelo menos R$ 5 mil à escola, segundo o diretor

Agudos - A escola estadual Professor Manoel Gonçalves, de Agudos, foi arrombada, invadida e roubada pela segunda vez esta semana. Na primeira investida, os ladrões levaram materiais de construção e picharam paredes. Ontem, os invasores estouraram cadeados e fechaduras, furtando todo o equipamento de áudio e vídeo da instituição - um prejuízo de, pelo menos, R$ 5 mil, segundo a direção da escola.

Começou no final de semana, que foi feriado prolongado. Eles entraram, arrombaram uma sala com material e levaram uma enxada e um carrinho de mão. Pegaram tinta e escreveram nas paredes e em placas de alunos concluintes da 8.ª série. Para amanhecer hoje (ontem), usaram um pé de cabra (aparentemente), estouraram vários cadeados, portas de ferro, fechaduras e furtaram equipamentos, relatou o diretor da escola, Antonio Goulart Soares.

Segundo ele, foram levados dois videocassetes, uma mesa de som, um amplificador sonoro, um aparelho de som (minisistem) e alguns jogos pedagógicos. Os invasores também teriam tentado levar um televisor de 29 polegadas, mas o aparelho caiu de cima do muro, ficando completamente destruído, segundo o diretor.

Nós calculamos um prejuízo de R$ 4 mil a R$ 5 mil. Um prejuízo para a escola, os professores, a comunidade e, principalmente, para os alunos (...) Não existe perspectiva imediata de reposição desses equipamentos, porque eles foram comprados com verbas que o Estado repassou para a APM (Associação de Pais e Mestres), ressaltou Goulart.

Indagado sobre a suspeita de participação de alunos no delito, o diretor disse não acreditar nesta hipótese, pela forma como os invasores agiram: Alunos não teriam ferramentas para estourar os cadeados desse jeito. Além disso, o jovem cometeria um ato de vandalismo. Estes não - eles vieram exatamente para buscar o que a escola tinha de melhor. Ao lado dos equipamentos, tem um armário com fitas (de vídeo) de conteúdo pedagógico. Alunos teriam, no mínimo, jogado tudo no chão ou danificado e eles nem mexeram.

O diretor da escola comentou que relatos de vandalismo em escolas estão tornando-se cada vez mais comuns. Ele defende que isso acontece porque as instituições ficam à mercê dos invasores, principalmente aos finais de semana. Para Goulart, só a manutenção de um vigia ou zelador nas escolas poderia amenizar o problema.

A direção registrou boletim de ocorrência por furtos e danos. De acordo com o delegado Paulo Calil, as investigações já apontam suspeitos. Ele disse que há grande chance de recuperação dos equipamentos, mas preferiu não adiantar as informações para não atrapalhar o andamento do inquérito.

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