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ECONOMIA DE ENERGIA COM LÂMPADAS

José Amaury Serrano
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Estamos próximos a um racionamento de energia elétrica que já era previsto há muito tempo, mas somente agora, quando a energia gerada será insuficiente para suprir o consumo, a Aneel, está implantando o Plano de Redução de Consumo e Aumento da Oferta de Energia Elétrica para evitar ou minimizar esse racionamento, determinando que as concessionárias façam a distribuição, aos consumidores de baixa renda, de lâmpadas fluorescente compacta.

Como os grandes consumidores são as indústrias, estabelecimentos comerciais e escritórios, esses deveriam ser incentivados com redução de IPI/ICMS e imposto de importação sobre produtos para iluminação e financiamento do BNDES para a modernização de seus sistemas de iluminação. Na indústria, a troca de lâmpadas mista, que produz 27 Lm/W (lumens por watt consumido) por lâmpada de vapor de mercúrio de alta pressão (55 Lm/W) ou lâmpadas vapor de sódio de alta pressão (120 Lm/W); substituição de reatores eletromagnéticos baixo fator de potência por novos e eficientes de alto fator de potência, e também a renovação de luminárias, trocando ou instalando novos produtos fabricadas em alumínio de alto poder de reflexão.

Na iluminação pública, para dar exemplo, deveriam ser trocadas as lâmpadas de vapor de mercúrio por lâmpadas de vapor de sódio. No comércio, escritórios e escolas, incentivar a troca de lâmpadas fluorescente de 20/40w (65 L/W) pelas de 16/32W (85 L/W) de alto rendimento; também incentivar a troca de reatores eletromagnéticos pelos eletrônicos de alto fator de potência e com ballast Factor de, no mínimo, 95%.

Um programa incentivando os grandes consumidores traria um benefício imediato, mas a troca de lâmpadas nas residências, além de ser um começo muito tímido, traz poucos resultados para a economia que estamos necessitando. (José Amaury Serrano - RG 11.226.957)

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