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Taxista assaltado é amarrado à árvore

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Ele passou uma hora amarrado, numa estrada vicinal da rodovia Bauru-Iacanga. Carro roubado foi encontrado

O taxista Honório Ferreira de Lima, 69 anos, viveu momentos de tensão e medo ao ser assaltado e amarrado a uma árvore numa estrada vicinal da rodovia Bauru/Iacanga. O carro levado pelos ladrões foi encontrado, posteriormente, em uma estrada de terra, próximo do Jardim Pagani.

O assalto aconteceu pouco depois das 23 horas de anteontem. O taxista estava em seu ponto de partida, no cruzamento da avenida Rodrigues Alves com a rua Gerson França, quando foi procurado por dois desconhecidos para fazer uma corrida até o Jardim Pagani. Os dois estavam acompanhados de uma prostituta que faz ponto em um hotel da área central.

Segundo o taxista, os dois chegaram perguntando pelo preço da corrida. Eu disse que cobraria de R$ 10,00 a R$ 11,00. Um deles tirou R$ 5,00 do bolso e pagou parte da corrida, alegando que o restante, ele pagaria no local, contou.

O trio embarcou no táxi e pediu para que o taxista seguisse pela rua Floresta. Quando estava próximo da Rondon eu quis saber para onde deveria seguir, uma vez que aquele não era o melhor caminho. Foi quando um deles me deu uma gravata e encostou uma faca na minha barriga.

O assaltante mandou a vítima seguir no sentido de Iacanga. Eu segui, morrendo de medo. Ele dizia para eu tocar direto, não dar sinal e ir devagar, se não eu ia morrer, contou. Perto da entrada para o Rio Verde, os ladrões mandaram o taxista entrar em uma estrada de terra. Entrei à direita e rodei uns 200 metros.

No local, os assaltantes obrigaram a vítima a descer do veículo. Eles diziam que iam pegar um bagulho. Me obrigaram a descer e me amarraram com sacolas de plástico de supermercado que estavam no meu carro. Amarraram minhas mãos e meus pés e depois me amarraram em uma árvore. A minha carteira, contendo R$ 240,00, documentos pessoais e o toca-fitas, eles levaram.

O trio fugiu com o Santana do taxista, placas CKM 4219/Bauru. Eu não consegui ver o rumo que eles tomaram. O taxista ficou amarrado por cerca de meia hora. Fiquei tentando livrar uma das mãos e consegui. Com ela consegui ir desamarrando a outra. Com as duas livres, desamarrei a cintura.

Com medo de ser visto pelos assaltantes, o taxista não foi para pista de rolamento, que seria o caminho mais fácil. Fugi pelo meio do mato. Andei mais de cinco quilômetros. Quando sai na pista, fui visto por um conhecido meu que trabalha na Prefeitura. Ele parou e me trouxe de volta para o ponto.

Comunicação rápida

Mesmo antes do taxista chegar de volta ao ponto de táxi seus companheiros já haviam comunicado a polícia. Eles ficaram sabendo através de uma prostituta que foi ao ponto de táxi e comentou que a intenção do trio era praticar um assalto.

De acordo com a vítima, os taxistas que estavam de serviço comunicaram a polícia de seu desaparecimento. Quando eu cheguei no ponto, a polícia já estava me procurando. não sofri ferimento algum.

Operação conjunta

Policiais do 2.º Distrito Policial e da Base Leste fizeram ontem uma operação conjunta para identificar a prostituta que juntamente com os dois desconhecidos, praticaram o assalto. Até o final da tarde, eles não tinham conseguido chegar aos autores do roubo.

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