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Hipospádia afeta 1% dos meninos

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 2 min

A correção da hipospádia, defeito congênito do canal da uretra, apresenta complicações que variam de 5% a 30%, dependendo da localização do meato uretral e da técnica cirúrgica utilizada.

Estudo multicêntrico realizado em Atlanta, Iowa e Philadelphia foi comparado aos resultados cirúrgicos utilizando sutura convencional e a laser em diferentes técnicas cirúrgicas (Thiersch-Duplay, Snodgrass, Onlay Island Flap e Double Island Flap) em 138 meninos.

A taxa de complicações foi de 4,7% no grupo laser (2 pacientes com fístula uretro-cutânea) e 10,7% no grupo convencional (2 pacientes com fístula e 7 com estenose de meato).

Apesar dos resultados serem preliminares o baixo índice de complicações torna o laser uma atraente alternativa na correção cirúrgica da hipospádia. Além disso, poderá abrir espaço para maior utilização da cirurgia minimamente invasiva em outras anomalias do trato urinário.

Ciclo dos problemas urinários

Malformações tardiamente diagnosticadas e tratadas, insuficiência renal e óbito. Tal quadro foi adiado com o surgimento do rim artificial, e depois, com o transplante renal. Mas diagnosticar e tratar as malformações é a melhor alternativa. As malformações podem ser renais, ureterais, vesicais e uretrais.

Renais: excluídas as nefrites e as moléstias cisticas, a dificuladade que o rim tem de excretar a urina para o ureter, se bilateral, é a causa que mais ameaça a função renal global na infância.

Ureterais: a mais freqüente é o refluxo Vesico-ureteral, condição em que, durante a micção a urina que chegou até a bexiga volta para o rim. Isso predispõe infeções que podem evoluir para a destruição do órgão.

Vesicais: a maior ocorrência pode ser notada na malformação da coluna vertical, fazendo surgir a Bexiga Neurogênica que compromete o funcionamento da bexiga, seja permitindo refluxo, altas pressões de micção e infeções, o que conseqüentemente traz graves problemas para o rim. Outra malformação muito grave é a Extrofia Vesical, a ausência das paredes anteriores do abdômen e da bexiga.

Uretrais: A mais grave acomete apenas os meninos e consiste na presença de membranas que, situadas ao nível da uretra, dificultam o esvaziamento vesical.

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