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20% das mulheres tem incontinência

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 4 min

RTX e TVT são os mais recentes tratamentos para a Incontinência Urinária (IU). A doença prejudica a saúde e a vida social de 20% das mulheres

RTX é um novo medicamento indicado para Incontinências Urinárias (IUs) causadas por bexiga hiperativa (urgência miccional sem causa conhecida) e cistite intersticial (quando há inflamação sem infeção, causando dor para urinar e aumento do número de micção). O modo de aplicação é simples: o RTX é colocado dentro da bexiga, por cerca de 30 minutos, através de uma sonda. A anestesia é local e muitas vezes dispensável, não há internação e nem sangramento. Os efeitos do remédio podem durar de 6 meses a um ano. O RTX foi desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Portugal, pelo urologista Francisco Cruz, em 2000, chegando ao Brasil no início deste ano. Seu princípio ativo foi extraído de um tipo de cacto. O medicamento já está disponível nos Estados Unidos, Portugal, Brasil e Holanda. O custo do tratamento é baixo: aproximadamente R$ 300,00. Os tratamentos tradicionais têm custo anual entre R$ 876,00 a R$ 3.600,00. O RTX está disponível gratuitamente no Hospital da Unicamp, em Campinas, e no Hospital do Servidor Público, em São Paulo.

Vantagens

Para o tratamento, não há internação, sangramento, anestesia geral, efeitos colaterais. O custo é baixo e os resultados positivos são da ordem de 90% das aplicações.

Compare os tratamentos

Tratamento via oral com Antipolinergico Eficiente em 70% dos casos.Efeito colateral: boca seca (Detrusitol). Depressão (Elmiron).Alto custo: aproximadamente entre R$ 876,00 a R$ 3.600,00 por ano.

Tratamento cirúrgicoPode ser feito desde aumento da bexiga utilizando pedaço do estômago até a retirada da bexiga.Os custos incluem internação, cirurgião e anestesista.

RTXApresenta resultados positivos em 90% dos casos.Não tem efeitos colaterais.Custo baixo: aproximadamente R$ 300,00 por aplicação.Não há internação, sangramento e anestesia geral.

Cirurgia

Tension-free Vaginal Tape (TVT) é indicado para Incontinências Urinárias (IUs) causadas por problemas no esfíncter. A cirurgia traz conforto e segurança na cura da Incontinência Urinária (IU). A nova técnica tem 90% de eficácia, representa uma redução de custos em torno de 60%, a aplicação tem duração de apenas 30 minutos e não deixa cicatriz.

O método, foi desenvolvido pelo professor Ulf Ulmsten, Ph.D da Universidade de Uppasala, Suécia, entrou no mercado brasileiro e americano simultaneamente, e já foi aprovado pelo FDA. O material do TVT é o prolene (polipropileno): bio compatível, causa pouca reação inflamatória e não tem rejeição. Seu fabricante mundial é a Johnson&Johnson.

Antes, quando a mulher apresentava um quadro de IU grave, era indicado a colocação do Sling (faixa em inglês), um tipo de tipóia que servia como suporte para a uretra, controlando a saída involuntária de urina. Essa tipóia era feita com tecido do abdômen da paciente. Então tínhamos duas incisões, uma para a retirada do tecido e outra para instalar o Sling.

Essa nova técnica, o TVT, traz o suporte pronto, ou seja, a tipóia já está feita, o especialista a coloca no lugar certo. É uma espécie de Kit que facilita a operação. O TVT está disponível gratuitamente no Hospital do Servidor Público, em São Paulo.

Vantagens do TVT, quando comparado com o tratamento tradicional

Sling tradicional

Duas incisões. Uma retira o tecido da paciente para fazer o suporte da uretra e outra para instalar o suporte. Corte parecido com o da cesariana.

Sling com TVT

Somente uma interferência, praticamente sem corte para a colocação do kit. Um corte de 1,5 cm na vagina para a entrada das agulhas que vão direcionar a faixa, e dois orifícios de 0,5 cm cada, no abdômen para a saída das agulhas. Não há cicatriz.

Anestesia geral ou regional

Dois dias de internação;Cirurgia considerada cara;Recomendada para casos avançados de IU;Maior possibilidade de sangramento;Pode originar tensão na uretra .

Anestesia local

30 minutos de cirurgia e alta no mesmo dia;Reduz o custo em torno de 60%;Recomendada em todos os casos de IU;Menor possibilidade de sangramento;Menor risco de originar tensão na uretra.

Saiba mais sobre IU

De cada dez mulheres, duas sofrem de IU, mas por ser uma doença feminina comum e por não causar dor, muitas não procuram o tratamento adequado. Quanto mais avançada a idade maior a probabilidade da IU e mais intensa a saída involuntária de urina. Sofrem de IU mulheres que perdem urina ao tossir, espirrar ou mesmo rir e pessoas que não conseguem controlar o desejo de urinar.

Entre as causas, temos os efeitos colaterais de medicamentos, doenças neurológicas, complicações do tratamento de tumores urológicos, problemas ginecológicos, além de doenças próprias da bexiga e uretra.

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