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Servidor decide hoje se vai fazer greve

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Os servidores públicos municipais vão se reunir hoje em assembléia para discutir a possibilidade de iniciar um movimento grevista. A categoria está descontente com o prefeito Nilson Costa (PPS), que já descartou a aplicação de qualquer índice de reposição salarial neste ano. A reunião está marcada para começar às 17h30 - em primeira chamada -, na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (rua Cussy Jr., 9-23).

Desde a semana passada, os diretores da entidade sindical estão percorrendo os setores da Prefeitura distribuindo panfletos, jornais e conversando com os funcionários sobre a campanha salarial. Segundo a sindicalista Sônia Carvalho, a insatisfação entre a categoria é unânime. Todos reclamam do comportamento do prefeito, que se nega a dar a reposição salarial de 25,6% reivindicada por nós.

Ela lembrou que a Lei Orgânica do Município (LOM) prevê que o Governo Municipal reponha as perdas salariais registradas no ano. A Lei Orgânica exige a reposição no mínimo da inflação. Os 25,6% que estamos reivindicando referem-se apenas ao período do governo Nilson Costa. Que fique claro que isso não é aumento real, mas apenas uma reposição salarial.

A sindicalista critica o prefeito mais uma vez, que justifica a impossibilidade de aplicar a reposição salarial baseando-se nas letras frias da Lei de Responsabilidade Fiscal. Tudo que tem relação com valores ele (prefeito) nega citando a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Além da possibilidade de iniciar um movimento grevista, o sindicato da categoria também enumera outras manifestações que poderão ser deflagradas pelo funcionalismo municipal, como passeatas, panelaços e até mesmo acampamentos em frente ao Palácio das Cerejeiras.

A reposição salarial é apenas um dos itens considerados importantes pelos servidores na lista de reivindicações encaminhada à Administração. O prefeito também se negou a reajustar o valor do vale-compra dos atuais R$ 99,99 para R$ 160,00, a conceder vale-transporte para os trabalhadores e a enviar o estatuto do magistério para discussão e votação na Câmara Municipal.

Dos 44 itens reivindicatórios encaminhados à Administração, apenas um foi aceito. Trata-se de um curso de esclarecimento sobre Lesões de Esforço Repetitivo (LER). Os sindicalistas estranharam a ausência do prefeito Nilson Costa nas reuniões que foram realizadas para discutir a pauta. Todas as reuniões foram realizadas pelo chefe de Gabinete da Prefeitura, Antonio Sérgio Marsola. Nenhum secretário compareceu para discutir a questão. Isso é ridículo, é um desrespeito com a categoria. O prefeito virou as costas para a categoria e nem ao menos dialogou com ela. O funcionalismo está decepcionado.

A direção do sindicato convoca os servidores a participarem da assembléia de hoje. É garantido aos trabalhadores organizar-se para defenderem seus direitos. Não precisa ter medo de retaliações porque o sindicato está atento a essas possíveis pressões, finaliza Sônia.

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