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Bancários querem protesto em 7 países

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Funcionários do Santander elegeram junho como mês de luta por direitos trabalhistas e querem unificar protesto

Durante um encontro realizado de terça a quinta-feira da semana passada, trabalhadores sindicalizados do Banco Santander Central Hispano (BSCH) de sete países decidiram criar uma coordenadoria sindical e eleger junho como o mês de luta por direitos trabalhistas. Em todos os países representados durante o encontro realizado em São Paulo - Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, México, Espanha e Brasil - serão feitas diversas atividades de protesto contra a política de atuação do banco, bem como denúncias à sociedade.

A informação é dos diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Marcos Lenharo e Marcos Silvestre, que participaram das reuniões.

De acordo com Lenharo, os principais temas da campanha de luta que os funcionários do banco irão realizar em junho, nesses sete países, são o desrespeito à legislação do setor, aos funcionários e clientes, críticas ao processo de terceirização de serviços que está sendo implementado no banco e à conseqüente diminuição do número de postos de trabalho. No Brasil, o Santander assumiu o controle do Banespa no final do ano passado. Depois disso, 8,2 mil funcionários aderiram ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) implantado pelo banco em abril e serão desligados da instituição até o final deste ano.

Durante todo o mês de junho serão realizadas atividades, quase todos os dias, em frente às agências do Banespa em todo o Brasil, incluindo Bauru. Na última semana do mês - entre os dias 25 e 29 -, será desencadeada a Semana Internacional de Luta dos trabalhadores do Santander. Segundo Lenharo, durante esses dias, nos sete países que participaram do encontro desta semana, serão feitas manifestações e denúncias à sociedade sobre o suposto desrespeito da instituição à legislação do setor - como contratar estagiários para substituir mão-de-obra bancária - e sobre o que a categoria classifica como precarização dos serviços do banco.

Também para a última semana de junho estão previstas paralisações rápidas nos sete países já citados, nas agências do Santander, sempre respeitando as peculiaridades de cada país, segundo afirmam os sindicalistas de Bauru.

Ainda de acordo com Lenharo, o sindicato está temendo novas demissões de funcionários do Banespa para breve. Em função disso, foi deliberado, durante reunião do Comando Nacional do banco, que toda vez que algum trabalhador for demitido o sindicato coordenará a paralisação da agência na qual o funcionário atuava.

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