A direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) marcou para amanhã, a partir das 17h30, uma nova assembléia para retomar as discussões da campanha salarial da categoria. Na última quinta-feira, cerca de 80 trabalhadores participaram de uma assembléia na sede da entidade sindical, que ficou bastante prejudicada em decorrência da chuva que caiu naquele dia.
Os participantes decidiram remarcar uma nova assembléia, para dar a oportunidade de discussão àqueles servidores que não conseguiram se deslocar até o sindicato por causa da forte chuva. Durante a semana, os sindicalistas reforçaram o corpo-a-corpo em todos os setores da Prefeitura, pedindo o comparecimento da categoria na reunião de amanhã.
Na assembléia da semana passada, ficou decidida a elaboração de uma carta de esclarecimento à população, para retratar a crítica situação financeira na qual se encontra o funcionalismo público municipal. O documento, que já está pronto, foi encaminhado a todos os veículos de comunicação da cidade e deverá ser distribuído no Calçadão da Batista e em outros pontos movimentados da área central.
A carta reforça o descaso com que o prefeito Nilson Costa (PPS) trata os servidores municipais e lembra as promessas de campanha feitas por ele à categoria, entre as quais reajuste e adequação da grade salarial. A direção do sindicato rebate as declarações do prefeito, que se vangloria em divulgar que está pagando os salários do funcionalismo em dia.
Isso é o mínimo de obrigação do Executivo, pois quem trabalha tem que receber, sem falar que é graças a uma liminar obtida na Justiça pelo sindicato, na época do governo Izzo Filho, que o pagamento do salário está garantido, quer o prefeito queira ou não, relata a carta.
Os sindicalistas afirmam que a sociedade não precisa de um prefeito que se esconde no lado negro da Lei de Responsabilidade Fiscal e atua como marionete das políticas destruidoras de FHC e recolonizadora do FMI, somente para dizer não aos servidores e à população.
Para a direção da entidade sindical, utilizar a Lei de Responsabilidade Fiscal como desculpa para não reajustar os salários dos servidores é balela e conversa mole. A Lei Orgânica do Município e a Constituição Federal garantem o reajuste anual aos servidores.