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PSDB articula frente para Alckmin

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Além do PTB, tucanos querem compor aliança com PFL, PPS e PSB; indicação de vice ainda está indefinida

O presidente do diretório estadual do PSDB, deputado Edson Aparecido, afirmou ontem, em Bauru, que a candidatura à reeleição do governador Geraldo Alckmin poderá contar com o apoio de uma frente ampla de partidos. Além do PTB, os tucanos estão negociando aliança com o PFL, PPS e PSB. O objetivo é isolar outros dois pré-candidatos ao Governo do Estado: Paulo Maluf (PPB) e José Genoíno (PT).

A indicação do nome do candidato que vai dobrar com Alckmin é um assunto que ainda não está em discussão. Aparecido lembrou que, tradicionalmente, o vice é indicado pelos próprios tucanos. O maior exemplo foi dado pelo ex-governador Mário Covas, responsável direto pela escolha de seu vice, na época Geraldo Alckmin. O governador Mário Covas teve a felicidade de escolher um vice que pensava como ele, da mesma linha ética, da mesma correção.

O líder tucano avaliou que a decisão da executiva nacional do PTB anunciar apoio à candidatura do presidenciável Ciro Gomes em nada vai influenciar a aliança em São Paulo. O PTB em São Paulo apóia o governador Geraldo Alckmin e sempre apoiou o governador Mário Covas. Nos reunimos nessa semana e a executiva nacional do PTB liberou o partido em São Paulo.

Aparecido está confiante que o PPS também venha somar na frente política. Segundo ele, o partido apóia o governo na Assembléia Legislativa e a relação deverá ser ampliada no plano das eleições de 2002. Temos uma certa esperança no PSB. Por duas ou três vezes, a ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, manifestou a intenção de se coligar com o governador Geraldo Alckmin.

Na indicação para o Senado Federal, o tucano defende composição com outros partidos, já que o Estado vai eleger dois senadores. Aparecido avaliou, ainda, que o resultado da convenção do PMDB, que elegeu o ex-governador Orestes Quércia presidente do diretório estadual, favoreceu o PSDB.

Temos, hoje, segmentos expressivos do PMDB descontentes com o resultado do diretório regional do PMDB. Esses segmentos já demonstraram a intenção de se aproximar do PSDB ou de estar em partidos que são aliados do PSDB. Ele lembrou que o deputado Michel Temer (PMDB), candidato derrotado por Quércia, sempre teve uma ótima conversa com o PSDB, mas nunca conversou com os tucanos sobre uma possível filiação.

Desgaste

O presidente do diretório estadual do PSDB tem consciência de que o racionamento de energia elétrica decretado pelo Governo Federal vai desgastar o partido. Os problemas no setor energético do País já tinham sido detectados há muito tempo. Foi se acumulando um processo de nossos reservatórios estarem cada vez mais esvaziados. No governo do PSDB em São Paulo, os investimentos nessa área só cresceram.

Ele lembrou que quando Covas assumiu o governo, há seis anos, não havia uma única turbina geradora de energia funcionando na Usina Hidrelétrica de Porto Primavera. Em seis anos nós colocamos dez turbinas para funcionar. Vai funcionar agora a décima primeira e a décima segunda. E também aumentamos a capacidade da Usina Termelétrica de Piratininga.

No Estado de São Paulo, Aparecido acredita que o governo conseguirá contornar um pouco o impacto do racionamento. O tucano analisou que a população reagiu muito bem à campanha para economizar energia. Mas evidentemente não podemos deixar de assumir que houve um erro estratégico nessa área. É um problema de governo, pode ter conseqüências graves, mas acredito, ainda, que vamos conseguir contornar parcialmente esse problema.

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