A Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp) do câmpus de Bauru decidiu, em assembléia realizada ontem, não paralisar as atividades amanhã. A possibilidade estava sendo analisada em virtude das discussões sobre reajuste salarial, já que os professores estão pleiteando um aumento de 13,5%, enquanto os reitores da Unesp, USP e Unicamp ofereceram 6%. Uma nova assembléia foi agendada para o próximo dia 7 de junho, da qual participarão alunos, funcionários e professores.
De acordo com Norival Agnelli, presidente da Adunesp de Bauru, os docentes acordaram em que não haveria tempo para mobilizar todo o pessoal envolvido. O indicativo de paralisação para sexta-feira não foi aprovado. Estávamos em apenas 20 docentes e não haveria tempo para mobilizar todo o pessoal. Embora a assembléia tenha poder de decisão com qualquer número de participantes, a legitimidade fica prejudicada, afirmou.
Uma nova assembléia foi agendada para o dia 7 de junho, da qual participarão alunos, funcionários e docentes do câmpus da Unesp de Bauru. Deverão ser discutidas reivindicações dos alunos, como moradia estudantil e restaurante universitário, e dos professores, como reajuste salarial e condições de segurança no trabalho, de acordo com Agnelli.
O presidente da Adunesp de Bauru acrescentou que os alunos estão cogitando a possibilidade de paralisar as atividades no dia marcado para a assembléia, 7 de junho. No entanto, professores e funcionários ainda não decidiram paralisar. Por enquanto, fica marcada a assembléia. Mas poderá haver desdobramentos. Se os reitores endurecerem e não aceitarem nossas reivindicações, insistindo nos 6%, poderá haver estado de greve e paralisação na próxima semana. Não dá para descartar a greve, mas, no momento, essa não é a nossa meta, observou.