A União Estadual dos Estudantes (UEE) comentou ontem, através de seu presidente Luiz Ricardo, que a manutenção do veto do prefeito ao projeto das carteirinhas dos estudantes, de autoria do vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), expressou a vontade da maioria dos jovens. Luiz Ricardo avaliou que, embora o placar tivesse sido apertado (11X10), o resultado demonstrou que a entidade conseguiu convencer os vereadores de que a manutenção da exigência da carteirinha do movimento para o benefício da meia-entrada era uma garantia que não poderia ser eliminada.
Luiz Ricardo lembrou que o projeto de Rodrigo Agostinho foi aprovado no período em que a entidade estava voltada para a organização e realização de seu congresso, que aconteceu em Bauru. Se nós não estivéssemos concentrados na realização do congresso fique certo que o resultado da votação do projeto teria sido outro. De qualquer forma, conseguimos demonstrar para os vereadores a importância da carteirinha vinculada à meia-entrada enquanto instrumento de ação da entidade. Com o veto conseguimos reverter quase a metade dos votos da Câmara, citou.
O presidente estadual da UEE não concorda com a vinculação do veto do prefeito ao fato de Bauru disputar com outras cidades a instalação da reitoria da Unesp no Interior, já que a entidade tem ascensão sobre cadeiras no Conselho Universitário que vai escolher qual a melhor cidade para receber a sede administrativa da Unesp. O Congresso da UEE votou a favor da manutenção da carteirinha em Bauru e o prefeito respeitou essa vontade do movimento, dos estudantes, comentou.
Para Ricardo, o vereador Rodrigo Agostinho errou ao criticar a entidade na tribuna da Câmara, anteontem. Ele deveria ter defendido seu projeto e apontado porque não concordava com o veto e não criticar a UEE. Ele criticou a UNE e isso o prejudicou, além de ter sido uma estratégia equivocada. O interesse do PC do B ou de qualquer outra sigla partidária no movimento estudantil não está acima da entidade e da vontade dos estudantes. De forma que qualquer citação de relação da UNE com partido político é apenas mero reconhecimento da força do movimento, criticou o presidente da UEE em São Paulo.
Ele apontou, ainda, que além de discutir o projeto com os vereadores, o movimento estudantil conseguiu reunir a esmagadora maioria no ato em defesa das carteirinhas em frente à Câmara e sem a ajuda de outros segmentos. Nós tivemos cerca de 550 estudantes gritando em defesa do veto, contra uns 40 que tentavam sem êxito se posicionar. Isso também foi muito importante na ação, finalizou Luiz Ricardo.