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Empresas da Incubadora de Agudos pedem prédio a Nilson

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Pelo menos nove empresas que participaram do projeto de incubadoras em Agudos, algumas delas já em fase de produção independente, mostraram intenção de transferir as atividades para Bauru. A alegação inicial é que a Prefeitura da cidade vizinha teria desistido de continuar participando do projeto. Sem área para continuarem instaladas em Agudos, esses empresários vão discutir com a Prefeitura de Bauru a transferência. A proposta começou a ser discutida ontem, através do vereador José Clemente Rezende (PSB). Ele apresentou a situação à Administração através do consultor do projeto de incubadoras em Agudos, Victor Della Dona.

O profissional, que foi contratado do Sebrae para desenvolver o programa em Agudos, disse ao chefe de Gabinete, Antonio Sérgio Marsola, e ao secretário de Desenvolvimento Econômico, Roberto Rufino, que, além das nove empresas, outras estão interessadas em se instalar em Bauru. Para tanto, eles precisam de uma área com galpão para o início das atividades. Posteriormente, essas empresas, junto com a consultoria, vão buscar financiamento para o galpão próprio para a continuidade do projeto. Segundo Della Dona, algumas empresas que participaram do programa em Agudos já têm produção independente da incubadora, sendo que quatro estão associadas em um negócio que envolve faturamento anual de R$ 1,2 milhão por ano. Pelo menos cinco pequenos empresários de Bauru aderiram ao programa em Agudos, na época.

A incubadora de Agudos está tendo a suspensão das atividades, dois anos depois de ter iniciado o programa. A incubadora funcionava em um prédio da Ceagesp, que pressionou para ter o imóvel de volta. Sem apoio da Prefeitura, as empresas correm contra o tempo para não encerrar o projeto. Já manifestaram interesse no programa cidades como Pederneiras, Borebi e Balbinos. Entretanto, as empresas preferem Bauru, pela posição e importância regional e o mercado. Das incubadoras surgiu a criação de uma enleiradeira de café, que hoje tem a produção dividida entre quatro fornecedores para a máquina.

O secretário Roberto Rufino afirmou que a Administração vai se empenhar no projeto. A proposta inicial é discutir com o Estado a renovação do convênio para o uso do prédio onde funcionava a Casa da Semente, próximo do Terminal Rodoviário. A Prefeitura utilizou o local para programas da Secretaria de Esportes. O Estado está para renovar o convênio por cinco anos e teria que concordar com a instalação da incubadora. O vereador José Clemente Rezende está intermediando a discussão com a Prefeitura, que solicitou dos empresários um ofício contendo as solicitações e informações sobre o número de empregados, faturamento e o ramo de atividades desenvolvidas no projeto. São empresas da área de metal-mecânica, fibra e outros. O potencial é de cerca de 350 empregos.

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