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Bancos passam a funcionar das 9 às 14 horas a partir de hoje

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A partir de hoje, os bancos, em função do racionamento de energia, funcionam em novo horário, das 9 às 14 horas. A alteração no horário foi determinada pelo Banco Central (BC) e está preocupando as lideranças da categoria, que temem que possa causar desemprego no setor.

Na prática, o novo horário retira 30 minutos do funcionamento atual, que vai de 10h30 às 16 horas. Além de encerrar o atendimento ao público às 14 horas, alguns bancos já determinaram que seus funcionários deverão deixar a agência até 16 horas, com conseqüente desligamento da iluminação e dos equipamentos.

Mas, além disso, alguns bancários terão que mudar seus hábitos. Aqueles, por exemplo, que faziam pausa para almoço em casa, com o novo horário, que na maioria dos locais de trabalho será cumprido em turno ininterrupto, terão que levar marmita ou optar por refeições rápidas próximas aos locais de trabalho.

Alguns clientes, principalmente empresas, também terão que implantar novas sistemática para suas operações financeiras, com a adoção de novos horários para fechamentos de negócios e operações financeiras. Tem empresas que deixam tudo para o final da tarde, próximos das 16 horas. Agora, vão ter que antecipar e já estão, até, trocando horário de trabalho de alguns funcionários, afirmou um gerente de banco que pediu para não ser identificado.

Para o Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região, a redução, apesar do período de exceção, vai contra o que a entidade sempre defendeu, que é a ampliação do horário de atendimento, com implantação de dois turnos e contratação de funcionários. O racionamento, destaca o sindicado, já provoca o risco de uma retração da atividade econômica, nos setores industrial, comercial e de serviços, o que pode gerar demissões nos bancos.

Outra preocupação do sindicato é com aumento das filas nos bancos, em razão da concentração do horário. O receio do Sindicato dos Bancários é de que a redução de horário seja mantida após o racionamento ou, até, que ocorra uma diminuição, maior ainda, no horário de atendimento, que seria uma reivindicação antiga dos banqueiros.

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