Assaltantes planejavam seqüestro coletivo de familiares de funcionários de empresa de transporte de valores
Uma quadrilha de assaltantes fortemente equipados planejava seqüestrar familiares de funcionários de uma empresa de transporte de valores que moram em Bauru, anteontem à noite. Eles chegaram a manter uma família sob refém, mas tiveram seus planos frustrados por uma denúncia anônima à Polícia Militar.
De acordo com o capitão Benedito Roberto Meira, comandante da 1ª Cia da Polícia Militar, um telefonema avisou a polícia que um seqüestro de um funcionário da empresa estava acontecendo, no Parque Vista Alegre, às 21h40 de anteontem. Os bandidos estariam na alameda dos Goivos, quadra 2, com uma Ranger, um Monza e uma moto.
Quando a PM chegou ao local, no entanto, não havia pista de algo suspeito no local. Os policiais decidiram então ir até a sede da empresa, localizada no Distrito Industrial, onde foram levantados nomes de funcionários que teriam acesso aos cofres.
Feito o levantamento de quatro nomes, a polícia passou a ir de casa em casa, tentando flagrar os bandidos. Em uma das residências, na Vila Nova Esperança, seis homens mantinham uma família como refém. Eles estavam fortemente armados, com metralhadoras e pistolas, mas fugiram antes da chegada da polícia.
Segundo o capitão Meira, eles ouviram que a polícia estava indo para o local. Os bandidos teriam um rádio sintonizado na freqüência da PM, além de celulares.
Achamos que eles abortaram os seqüestros também, porque, devido a uma outra ocorrência existia um grande tráfego de viaturas, ontem(anteontem) à noite, no Centro da cidade, afirmou Meira. De acordo com o comandante da PM, caso a estratégia dos bandidos desse certo, um grande volume de dinheiro poderia ser levado.
O encontro de um veículo roubado, anteontem à noite, na Vila São Paulo, é uma das poucas pistas que a polícia tem dos bandidos. Eles suspeitam que o carro tenha ligação com a trama.
Para o capitão Meira, deve existir a participação de um funcionário ou ex-funcionário da empresa no caso. Uma pessoa de fora não saberia quem tem acesso ao cofre, disse. Ele suspeita que os bandidos iriam levar todos os seqüestrados para uma chácara. Enquanto isso, o dinheiro seria recolhido. O caso está sendo investigado.