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Falta de cancela gera reclamações

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Solução para o problema parece estar longe já que há um impasse entre Ferroban e Prefeitura quanto à responsabilidade

A falta de cancela (armação metálica ou de madeira que abre e fecha ao trânsito) na linha férrea que corta a avenida Comendador José da Silva Martha está preocupando motoristas e até pedestres. Apesar de existir sinalização nos dois sentidos da avenida indicando a passagem de nível, é comum motoristas acelerarem para passar mais rápido pelo local quando o trem já está apontando porque não há obstáculo que impeça o tráfego de veículos na hora da passagem da composição ferroviária.

A polícia não registrou acidentes envolvendo veículos e trem neste ano, mas quem atravessa a passagem de nível com freqüência diz que há riscos. O problema da falta de cancela parece estar longe de ser resolvido. A Ferroban, responsável pela linha que corta avenida José da Silva Martha, informou ao JC que, pelo Código de Trânsito Brasileiro, cabe ao dono do logradouro a responsabilidade pela passagem de nível, portanto à Prefeitura.

A assessoria de comunicação da Ferroban adiantou que encaminhou, em setembro do ano passado, a minuta do termo de convênio à Prefeitura sobre a instalação e manutenção de cancelas. No entanto, até agora a Prefeitura não teria se manifestado sobre o assunto.

O problema é que, para a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), a responsabilidade pela passagem de nível da avenida Comendador José da Silva Martha é da Ferroban. A assessoria de comunicação da Emdurb, consultada pelo JC, enviou uma equipe da Sinalização Viária ao local.

Em seguida, informou que à Emdurb cabe a instalação e manutenção das placas indicativas de Pare e de Passagem de nível sem barreira instaladas antes da linha férrea, de ambos os lados da avenida. Já as placas de Pare na linha férrea seriam de responsabilidade da Ferroban, o mesmo ocorrendo com as cancelas.

José Pereira, que mora no Jardim Terra Branca e passa pela avenida Comendador José da Silva Martha praticamente todos os dias, afirma que há riscos de acidente no local. Ele lembrou que o número de veículos que passa pela linha férrea aumentou bastante após a reconstrução da avenida no trecho entre os trilhos do trem e o Recinto Mello Moraes.

Muitos motoristas, para não ter que esperar o trem passar, o que demoraria vários minutos, aceleram o veículo para atravessar logo a passagem de nível uma vez que não existem cancelas no local. Fábio Silvestrini, que mora no Jardim São Francisco, trabalha no Higienópolis e estuda na escola Christino Cabral, também concorda que há risco de acidentes. Mas ele, que na maioria das vezes passa pela linha férrea a pé ou de bicicleta, alerta que pedestres também se colocam em situação de risco.

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