Geral

UEL é a mais procurada por bauruenses

Redação
| Tempo de leitura: 5 min

Entre os vestibulares do meio do ano, também chamados exames de inverno, que vão de maio a agosto, o mais procurado pelos candidatos bauruenses é o da Universidade Estadual de Londrina (UEL), cujas provas devem ser realizadas de 15 a 19 de julho. Apesar de muitas pessoas não saberem, as provas do meio do ano costumam ser mais concorridas que as tradicionais do final do ano.

De acordo com José Ranieri Neto, coordenador pedagógico do cursinho Liceu Noroeste, o perfil dos vestibulandos que realizam as provas do meio do ano para tentar uma vaga em curso superior é ou de aluno de terceiro colegial - já que algumas universidades seguram vagas até o início do ano seguinte -, ou de pessoas já experientes em vestibulares de outros anos, por não terem sido aprovadas. Quem presta no meio do ano é aquele calejado, que não passou em outras provas do final do ano anterior, ou os alunos que estão cursando o terceiro colegial e pretendem reservar vaga para o início do ano que vem, afirmou.

Os profissionais da área da Educação que trabalham em cursinhos garantem que, em Bauru e nas cidades próximas, o vestibular da UEL é o mais procurado entre as provas oferecidas no período de junho e julho. Isso porque é uma das universidades públicas mais próximas da região (cerca de 300 quilômetros de Bauru) que oferecem provas neste período do ano e, além disso, seus cursos são considerados muito bons. Disparado, o vestibular mais procurado por alunos de Bauru, no meio do ano, é o da UEL, expõe Ranieri Neto.

Entre as instituições públicas cujas vagas são bastante procuradas no meio do ano, estão, além da UEL, a Universidade Estadual de Maringá (UEM); a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); a Universidade Federal de Uberlândia (UFU); a Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro (FMTM); e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) que, este ano, abriu vagas no meio do ano para os cursos de Agronomia e engenharias Civil, Elétrica e Mecânica, do câmpus de Ilha Solteira. A informação é de Mário Balistieri Sobrinho, responsável pelo Departamento de Vestibulares do Colégio Sistema Coc.

Já entre as privadas, as mais disputadas são as vagas da Universidade Presbiteriana Mackenzie; da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap); da Fundação Getúlio Vargas (FGV); da Faculdade de Belas Artes de São Paulo e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). As públicas são sempre o nosso maior interesse, mas são poucas as que oferecem vagas no meio do ano, disse Balistieri Sobrinho.

Concorrência

Quanto à concorrência nos chamados exames de inverno, ainda que muitos não acreditem, ela é mais acirrada, se comparada às provas de final de ano, de acordo com Jocenê dos Santos, responsável pelo Departamento de Vestibulares do Colégio Interativo. No final do ano, as datas coincidem e as pessoas se dividem mais entre as provas. Assim, as vagas são liberadas porque muitos decidem prestar em outras. Muitos que passam para a segunda fase em vestibulares como o da USP e da Unicamp acabam não fazendo provas como a de Londrina. Assim, fica mais fácil entrar no final do ano, afirmou.

A diferença da relação candidatos/vaga nas universidades é bastante grande do meio para o final do ano, segundo o responsável pelo Departamento de Vestibulares do Colégio Fênix, Marcos Akira Ueda. A concorrência de cursos que no final do ano têm 40 candidatos por vaga, no meio do ano pode aumentar para 123 por vaga, como já aconteceu em anos anteriores, salientou Ueda.

Marcos, do Colégio Sistema, ressaltou, ainda, os aspectos financeiros do vestibular. Ele acredita que muitos pais de alunos preferem que eles apostem todas as fichas no final do ano, inscrevendo-se em mais vestibulares por estarem mais preparados e, portanto, terem mais condições de conseguir uma vaga. Muitas vezes, os pais pensam que os alunos ainda não estão muito bem preparados no meio do ano e preferem segurá-los um pouco. O custo de ir até a cidade e ficar alguns dias, incluindo comida e alojamento, é alto. Um candidato pode chegar a gastar cerca de R$ 2 mil fazendo três provas, já que são cerca de quatro dias em cada cidade, com comida etc, mais o preço das inscrições, calculou.

Ainda que as provas do meio do ano sejam mais concorridas que as de final de ano, os profissionais da área da Educação acreditam que a tensão é maior no final do ano. Eles ficam mais tensos no final do ano, porque no meio do ano eles pensam que ainda têm tempo para decidir, têm mais a chance do final do ano, disse Jocenê, do Interativo.

No fim do ano a pressão é maior. É a reta final. Tudo aquilo que eles aprenderam durante o ano cai em prova, acrescentou Ueda, do Colégio Fênix.

A responsável pela Secretaria de Inscrições de Vestibulares do Preve Objetivo, Roseli Valera Oliveira Gomes, destacou também a importância dos simulados no preparo dos candidatos. Os alunos avaliam-se muito pelos simulados. Quem vai bem nos nossos simulados, consegue um bom desempenho nos vestibulares das universidades estaduais e federais, garantiu.

Os vestibulandos

Danilo Augusto de Souza Silva é aluno do Colégio Sistema e candidato uma vaga nos cursos de Odontologia da UEL e da USP de Bauru. Ele pretende prestar, em julho, a prova da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Danilo formou-se no terceiro colegial em 1998, está no segundo ano de cursinho e confirma a preferência dos vestibulandos pela UEL, nos exames de inverno. A maioria das pessoas vai para Londrina. Isso pressiona muito. Os vestibulandos procuram a UEL por ela ser pública e muito bem conceituada. Mas, mesmo que eu passe na UEL, vou continuar estudando para as provas do final do ano para ver se eu consigo uma vaga na USP, expôs.

Já Bruna Ranieri, aluna do cursinho Liceu Noroeste, desistiu de prestar vestibular em julho. Ela ia concorrer a uma vaga na UEL mas, como ainda está cursando o terceiro colegial, preferiu esperar as provas do final do ano. É muito concorrido na metade do ano, então decidi prestar só no final. Como eu ainda estou no terceiro colegial, não peguei toda a revisão da matéria que vai cair nas provas. No final do ano é mais fácil e as pessoas de São Paulo não vão para Londrina, observou.

Comentários

Comentários