Os servidores públicos estaduais da Saúde devem permanecer em greve por tempo indeterminado em vários hospitais do Estado. Em Bauru, a diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde), Mariuze Inez Pereira Miranda, afirma que é necessário construir a paralisação, principalmente no Hospital Lauro de Souza Lima, local da maior concentração desses trabalhadores na cidade.
Na terça-feira, foi realizada uma assembléia em São Paulo, depois que uma comissão de servidores da Saúde foi recebida pelo chefe da Casa Civil do Governo do Estado, João Caramés, e não teve qualquer novidade em relação às reivindicações da categoria. Os mais de mil trabalhadores decidiram pela continuidade da greve. Segundo Mariuze, 17 dos 45 hospitais públicos do Estado já estão paralisados. Em Bauru, ainda estamos em fase de discussão. Tem muita gente aguardando. Amanhã (hoje) tem assembléia no Lauro de Souza Lima e outra em Botucatu. Estamos em fase de construção, destacou.
Em Bauru, existem, ainda, os trabalhadores estaduais que prestam serviços municipalizados. De acordo com Mariuze, o posicionamento que deverá ser adotado por esses servidores ainda não é certo. As repartições, por serem municipais, geralmente não param e, com isso, cria o impasse para os funcionários.
Uma nova assembléia foi marcada para o dia 26, terça-feira, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.