No ramo das iscas artificiais, as plásticas têm colaborado bastante em pescarias de peixes predadores. Baratas, fáceis de limpar e de grande durabilidade, as iscas plásticas são excelentes aliadas na hora da pesca. Item importante na tralha do pescador.
Quando tratamos de iscas plásticas, estamos falando de minhocas, camarões, sapinhos e peixes confeccionados em um látex especial que lhes permite grande resistência e durabilidade, além de uma maleabilidade e mobilidade impossível de conseguirmos com as iscas artificiais clássicas, normalmente feitas de madeira balsa ou acrílico. O material que compõe a isca plástica praticamente não rasga, a não ser numa ação extrema de um predador cuja dentição pode cortá-la, por isso seu uso é desaconselhável para traíras e cachorras, dando ótimos resultados, porém, com black bass, bagres, tucunarés e dourados. A melhor maneira de conservarmos as iscas plásticas é lavá-las em água e, depois, colocá-las em um recipiente fechado, com um pouco de óleo de sardinha. Este óleo fará a conservação da isca, deixando-a sempre macia, além de impregnar-lhe um cheiro característico que vai ser um ótimo atrativo na hora da pesca. Caso você tenha dificuldades em encontrar o óleo de sardinha, pode usar óleo de soja, procurando colocar uma sardinha macerada para garantir o cheiro, pois é importante deixar a isca em condições às mais próximas possíveis da realidade.
Minhocas
As iscas plásticas de número um são as de desenho inspirado em minhocas, variando suas cores entre a branca, o azul escuro quase negro, as transparentes com gliter e as cítricas como o verde e a amarela. Escolhida a cor, é o momento de fixá-las na linha e, para isto, teremos que recorrer a anzóis especialmente desenhados pois, devido a sua maleabilidade, é importante colocá-las corretamente para não prejudicar o efeito que será dado no recolhimento, e por conseqüência não transmitir ao peixe a sensação do engodo.
Mesmo que você não encontre anzóis especiais, é possível confeccioná-los, devendo utilizar os anzóis de haste longa e, sendo possível, os mais moles, como os noruegueses azuis, por exemplo.
Para fixar corretamente a minhoca plástica, devemos dobrar a haste do anzol na horizontal, um meio centímetro abaixo do olho. Feita a dobra, é hora de novamente dobrarmos esta haste, desta vez no sentido vertical, para que seja dada a forma de um pequeno L. A farpa deste anzol deverá ser amassada, seja pela pesca esportiva em si, ou para atingir a sua função mais importante, que é perfurar a isca sem inutilizá-la, aumentando o buraco que poderá rasgar se for muito grande ou folgado.
Para colocar corretamente o anzol, devemos perfurar a cabeça da isca, transpassando o anzol e tornando a fixá-lo no corpo da minhoca. Calcule corretamente este espaço para que a isca fique o mais reta possível. O modo de verificar se a minhoca está corretamente colocada é ergue-la na vertical e verificar se está esticada. Se estiver, está tudo em ordem para o lançamento e trabalho na água.
Colocando efeitos
Existem várias formas de trabalharmos com a minhoca plástica. Uma delas é usá-la na superfície, com pouco ou nenhum chumbo, de forma que ela faça um ziguezague logo abaixo da superfície. Este efeito é conseguido através de pequenos toques na ponta da vara, seguidos pelo recolhimento contínuo, mas relativamente lento. Esta tática é ótima para tucunarés e dourados. Outro modo de trabalharmos esta isca é colocar um chumbo próprio, em formato de cone, que evidentemente deverá ser furado por onde a linha vai passar. A isca, com chumbo, vai afundar e o trabalho será realizado no fundo, através de movimentos alternados entre um recolhimento rápido, mas de poucas voltas, e uma parada súbita. Dentro dágua o efeito consistirá que a isca saia do fundo, descreva um semicírculo e volte ao fundo, como se estivesse saltando. Este efeito é indicado para os black bass e para os bagres, incluindo-se aí os grandes mandis e os barbados. Se houver dificuldade em encontrar o chumbo especial, é possível confeccioná-lo cortando ao meio uma chumbada oliva.
Outras iscas
As iscas artificiais plásticas não ficam só nas minhocas. É possível encontrar exemplares de boa qualidade que são muito parecidas com pequenos camarões, sendo indicados para a pescaria de corvinas. Mas o pescador não deve iludir-se, achando que a isca sozinha fará todo o trabalho. Como estamos tratando de um material plástico, portanto sem nenhum atrativo a não ser a forma, é necessário manter a isca junto com outras iscas, verdadeiras, como lambaris ou pitus, para que fiquem impregnadas de cheiro destes atrativos naturais e confunda o predador que, na dúvida, sentindo o cheiro, vai atacar o nosso pedaço de plástico.
Outra isca plástica de desenho bastante clássico é o sapinho ou perereca. Muito atrativas para os dourados, as iscas estrangeiras deste desenho atingiram a perfeição, sendo facilmente confundidas com animais verdadeiros por aqueles que não as conhecem. O trabalho com os sapinhos deve ser feito na superfície, em recolhimentos moderados, alternando puxadas bruscas que vão provocar pequenos saltos como os verdadeiros anfíbios. Estas iscas possuem um anzol que as atravessa, não sendo necessário portanto fixar um outro.
Vale a pena experimentar
Quem usa iscas artificiais deve destinar um pouco de sua atenção para as iscas plásticas. Com o tempo, acabará descobrindo que possui um importante aliado na busca do parceiro de luta, além do que o uso constante vai aprimorar e muito as técnicas de lançamento, recolhimento, efeito e precisão, atingindo assim de forma mais eficiente o objetivo: pegar o peixe.