Geral

Pássaros silvestres são apreendidos

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 1 min

A Polícia apreendeu 18 pássaros em uma residência na av. Castelo Branco. Morador foi enquadrado em crime ambiental

Uma denúncia anônima levou a Polícia Florestal a um cativeiro doméstico de pássaros silvestres, ontem de manhã, no bairro Popular-Ipiranga. Dezoito espécimes raros e exóticos foram apreendidos na quadra 28 da avenida Castelo Branco, endereço de Celso Cândido Machado, que confessou ser o proprietário das aves.

O indiciado, que vai responder ao processo em liberdade, não possuía autorização de posse de nenhum dos pássaros. Em declaração à polícia, Machado disse que estava providenciando a regularização, mas não soube explicar porque demorou tanto para fazê-lo, uma vez que mantinha as aves presas há cerca de cinco anos. O indiciado nem pôde alegar o contrário, pois o comportamento manso dos pássaros denunciava o longo tempo em cativeiro.

À reportagem, Machado disse que tinha procurado o Ibama, há 15 dias, para obter a autorização de posse. Eles disseram que não tinham como me fornecer a documentação e me orientaram a soltar os passarinhos. Eu estava pensando como fazer isso, mas não deu tempo, alegou.

Os 18 passarinhos apreendidos foram avaliados em R$ 3 mil, sendo um trinca-ferro - em razão do canto - o mais valioso deles. Melros, pintassilgos, canários-da-terra, sangrinho e coleirinhas também faziam parte da coleção de Machado. Aparentemente, os pássaros não eram muito bem cuidados. Todas as gaiolas estavam muito sujas e uma das pequenas aves sofria em virtude de uma asa quebrada.

Apesar de afiançável, o crime de manter animais e aves silvestres em cativeiro sem autorização legal pode implicar em pena de seis meses a um ano de detenção.

Comentários

Comentários