O Conselho Universitário quer criar comissão para subsidiar a escolha da cidade-sede da Reitoria da Unesp
O Conselho Universitário (C.U.) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) quer criar uma comissão para dar continuidade à análise do processo de interiorização da Reitoria e dos relatórios que fornecem subsídios para a escolha de uma virtual cidade-sede da Reitoria da instituição. Os primeiros relatórios, elaborados pela comissão nomeada pela Reitoria, foram considerados incompletos pelos conselheiros, que solicitaram a criação de uma nova equipe para coordenar as discussões sobre o processo de interiorização.
O relatório que fornece subsídios para a escolha da cidade-sede da Reitoria da Unesp foi apresentado pela comissão em reunião do Conselho Universitário realizada no último dia 7 de junho. Na ocasião, também foram exibidos vídeos sobre as quatro cidades candidatas a sediar a Reitoria da Unesp: Bauru, Araraquara, Botucatu e Rio Claro.
O documento conta com dados gerais sobre as cidades candidatas, distâncias estratégicas, rede hoteleira, restaurantes e agências de turismo de cada uma, sistema de transportes, serviço de comunicação, informações sobre o sistema de ensino, saúde e bem-estar social dos quatro municípios, além de dados sobre os gastos com o prédio atual da Reitoria da Unesp, situado em São Paulo, e sobre os custos das reuniões com os órgãos colegiados.
No entanto, as informações que subsidiariam a escolha da cidade-sede foram consideradas insuficientes pelo Conselho Universitário. O relatório aponta, por exemplo, que a Unesp economizaria cerca de 30% dos gastos atuais com as reuniões dos órgãos colegiados, se a Reitoria fosse transferida para o Interior, reservadas pequenas variações de cidade para cidade. A universidade gasta, anualmente, de acordo com o documento, R$ 443.305,00, entre diárias de hotéis e transporte para realizar as mais de 60 reuniões dos órgãos colegiados, em São Paulo. Esse valor passaria para R$ 305.810,00, se realizadas em Bauru. Esses valores, contudo, têm pouco peso na decisão face ao tamanho do orçamento anual da Unesp, de mais de R$ 500 milhões.
Os conselheiros do C.U. acreditam que há necessidade de serem avaliados outros gastos referentes à interiorização da Reitoria, como informações sobre despesas com instalação, infra-estrutura e transferência de pessoal, por exemplo.
Por esse e outros motivos, o Conselho Universitário teria solicitado à Reitoria a criação de uma nova comissão, para que o próprio órgão encabeçasse as discussões sobre o processo de interiorização e a escolha da cidade-sede da Reitoria.
Prefeitura
A Prefeitura Municipal de Bauru, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, também posicionou-se quanto ao relatório elaborado pela comissão nomeada pela Reitoria da Unesp para avaliar o processo de interiorização. As informações sobre a proposta da cidade para a instalação da Reitoria estariam incompletas no documento apresentado na reunião do Conselho Universitário.
Um documento assinado pelo prefeito Nilson Costa foi enviado ao presidente da comissão, Luiz Antônio Vane, para que dados sobre a infra-estrutura da cidade fossem corrigidos, como informações sobre agências bancárias, emissoras de rádio e televisão, aeroporto, rede hoteleira e parque industrial, entre outros.
Além disso, a Prefeitura solicitou que fosse incluída no relatório a proposta de construção de um prédio de 3 mil metros quadrados para a nova Reitoria, que seria cedido à universidade através de comodato. Esse é um dos principais trunfos de Bauru na luta pela Reitoria.
No relatório da comissão, consta apenas que há uma oferta de um arquiteto de prestígio local de elaborar o projeto da Reitoria de forma graciosa para o município.
Vale lembrar que o Município também compromete-se a responder, durante três anos, pela locação de dois prédios para sediar provisoriamente a Reitoria: um de 5,5 mil metros quadrados de construção e oito mil metros quadrados de área, localizado na avenida Rodrigues Alves, e outro de três mil metros quadrados, localizado na Praça da Paz.