Bastante procurada no verão por causa dos córregos e cachoeiras, cidade se estrutura para receber turistas em épocas mais frias
Conhecida por suas dezenas de cachoeiras e córregos, Brotas quer manter seu status de ponto turístico de verão também no inverno. Para isso, a cidade se estrutura para criar programas que se encaixam no estilo céu e fogueira, bastante procurado por turistas no período de baixas temperaturas.
A idéia da Diretoria Municipal de Turismo de Brotas é que as fazendas e empresas de ecoturismo mantenham, ao lado dos esportes aquáticos, mais opções de caminhadas e cavalgadas, ideais para quem deseja fugir de águas geladas. Encerrar os novos programas acendendo uma fogueira ou observando o céu é uma das sugestões do órgão.
É importante que Brotas crie estrutura para atrair gente em outras épocas do ano que não o verão. Nosso objetivo é manter o fluxo turístico no inverno, explica Daniela Soares Nascimento, diretora municipal de Turismo.
Para atingir esse objetivo, o Conselho Municipal de Turismo (Comtur) de Brotas já está orientando informalmente o setor turístico local, composto por empresas prestadoras de serviço e rede hoteleira.
Uma das opções é investir na divulgação das tradicionais festas juninas, que em Brotas se estendem até julho. Nesse mês, a comunidade local organiza o Forrobodó, festa que resgasta a tradicional cultura caipira por meio da aliança entre forró com decoração típica, barracas de comida e bebida e queima de fogos.
Natureza
Apesar da temperatura mais amena, é possível curtir a natureza de Brotas também nas férias de julho e sem necessariamente experimentar as águas do rio Jacaré-Pepira.
Para quem gosta de caminhar, há roteiros de trilhas com duração de quatro horas a dois dias. Especiais para o inverno, há a Trilha Santa Maria (quatro horas), a Trilha do Rio do Peixe (um dia) e Areia que Canta (seis horas). Em todas elas, o turista precisa pular cedinho da cama, porque a atividade começa logo pelas 8h30.
Os adeptos da natureza, mas não da caminhada, poderão recorrer às cavalgadas, que têm duração média de três horas; rapel (escalada em parede seca) ou aos percursos de mountain bike. Nesse último caso, há três tipos de programa, de acordo com o condicionamento físico do turista: leve (12 horas), médio (seis horas) e avançado (um dia).
Quem não liga para água fria, encontra dezenas de opções: rafting (diurno e noturno), bóia-cross (básico e radical), canyoning, tiroleza, duck, acqua-raid, floating e cascading. No geral, as empresas que oferecem essas atividades dispõem de monitores e guias experientes, rádio-comunicadores e equipes de apoio, além de equipamentos de segurança e seguro-viagem.
Para as crianças, os melhores passeios são dentro do turismo rural. Oferecidos pelas fazendas, consistem em visitas à ordenha manual, laticínio, ranário, pesque-pague, plantações e estufas, além da realização de cavalgadas. Nesses locais, é comum encontrar restaurantes e lanchonetes, cujo cardápio inclui café da manhã ou refeição caipira.
Município é sinônimo de ecoturismo no Brasil
O grande número de corredeiras e cachoeiras transformou o município de Brotas em sinônimo de ecoturismo no Brasil. A quantidade de turistas que procura a cidade é tão grande e crescente que a Diretoria Municipal de Turismo não consegue estimar o número aproximado de visitantes que procuram o local.
A maioria das corredeiras se localiza ao longo do rio Jacaré-Pepira, que corta a cidade e é sede de diversas etapas de campeonatos paulistas e nacionais de esportes radicais, como canoagem e acqua-raid. O rio também é palco da descida de bóia-cross, realizada sempre no aniversário da cidade.
Na margem do rio há o Parque dos Saltos, que abriga um prédio de grande valor histórico e arquitetônico da antiga usina hidrelétrica.
Outro atrativo do rio é a represa, localizada no Bairro do Patrimônio, no alto da serra, a 23 quilômetros da cidade. A represa ocupa uma área de aproximadamente 14,5 hectares, na qual podem ser desenvolvidas atividades de lazer, como nado, pesca, esportes náuticos, caiaque e passeios de barco.
Além do rio, os adeptos do ecoturismo se encantam com Brotas por causa do trabalho de preservação desenvolvido pela cidade em relação aos recursos naturais, caso da mata nativa, que abriga considerável biodiversidade animal e vegetal.
Apesar do grande número de turistas que a procura, Brotas ainda tem a agricultura como principal fonte de renda. A agroindústria da cana-de-açúcar é a que mais se destaca.
Broto de capim pode ter motivado nome
De acordo com memorialistas e historiadores locais, a origem do nome Brotas tem quatro hipóteses. A mais provável vem dos antepassados origens da fundadora da cidade, dona Francisca Ribeiro dos Santos. Descendente de portugueses católicos e devota de Nossa Senhora das Brotas, dona Francisca teria prestado uma homenagem à santa, dando seu nome à cidade.
Apesar da imagem de Nossa Senhora de Brotas, datada do século 19, poder ser encontrada na Capela de Santa Cruz, há moradores que afirmam que o nome da cidade nasceu da expressão Brotas de olho d água.
Outros dizem que o nome Brotas vem de broto de capim (mato que brotava após pousadas de trilheiros) e, por fim, seria derivativo de bolotas, bolos característicos fabricados no município.
Oriente-se
Mais informações sobre opções de turismo em Brotas e rede hoteleira podem ser obtidas na Diretoria de Turismo e Cultura de Brotas/ Centro Cultural (Avenida Mario Pinotti , 584.), pelos telefones: (014) 653-1122, 653-1107, ramais 233/234, ou pelo site www.brotas.sp.gov.br.
Raio X Brotas
Fundação: 1839Localização geográfica: Centro do EstadoAltitude: 648 metrosÁrea: 1.101 Km2Habitantes: 18.867Pré-escolas: 2Escolas de ensino fundamental: 8Escolas de ensino médio: 3Hospitais: 1Agências bancárias: 5Economia: agropecuáriaAtrativos turísticos: rio Jacaré-Pepira (nascentes, corredeiras, cachoeiras, ribeirões e represas) e matas.