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Influências sortidas de Zélia Duncan

Ricardo Polettini
| Tempo de leitura: 2 min

Zélia Duncan mostra em Bauru seu novo álbum, Sortimento, em que explora várias sonoridades e influências; show será na Cervejaria dos Monges

Aos 20 anos de carreira, a cantora e compositora Zélia Duncan assume hoje um lugar de destaque na MPB. Como ela mesma disse, em entrevista via e-mail à reportagem, muito mais difícil do que aparecer é justamente se manter nesse patamar. O show que Zélia faz hoje, a partir das 23 horas, na Cervejaria dos Monges, revela grandes momentos que justificam o posto da artista, além de novas canções, registradas no álbum mais recente, Sortimento. Leia, a seguir, entrevista com a cantora.

JC Cultura - Você, atualmente, é uma das cantoras e compositoras brasileiras da nova geração mais prestigiadas. É difícil se manter num patamar desses?Zélia Duncan - Muito mais difícil do que aparecer é justamente se manter. Cantar o que acredita, evitar superexposição em nome de simplesmente aparecer, trocar figurinhas com colegas que acrescentem ao trabalho e à vida. Coisas assim são importantes, mas não sou mais uma garotinha atrás de sucesso, amo a música e meu sonho de consumo é ter um trabalho que diga alguma coisa. Talvez isso, após 20 anos de carreira, esteja sendo mais valorizado agora.

JC Cultura - O álbum Sortimento é carregado de mistura rítmicas. Como é o seu contato com as várias vertentes musicais? Quais os critérios que você usa ao compor um novo repertório?Zélia - Ouço e coleciono todo tipo de som. Alguns acabam me influenciando e adoro isso. A MPB está no sangue, me foi dada pela mamadeira que me alimentou desde criança e agora, com Sortimento, imprimo esse amor de uma maneira mais explícita, com instrumentos como rabeca, zabumba, acordeon, misturados com sons eletrônicos. Tomei várias liberdades e riscos pra mim, mas acredito nisso.

JC Cultura - Você se considera uma roqueira?Zélia - Também, entre outras coisas, mas o rock me proporciona um tipo de catarse, que nenhum outro gênero me ofereceu até hoje, tenho descoberto isso.

JC Cultura - Quem você traz no seu trabalho como influências principais?Zélia - MPB, folk, blues, Joni Mitchell, Curtis Mayfield, Clementina, Elizeth, Elis, música negra de um modo geral e muito mais.

JC Cultura - Quais são as cantoras brasileiras ou internacionais que você mais admira?Zélia - Já citei algumas que adoro, acrescentaria Ella Fitzgerald.

Serviço

Zélia Duncan, hoje, na Cervejaria dos Monges, 23h (abertura às 21h). Ingressos promocionais: R$ 15,00. Patrocínio: Amantini Veículos e Tilibra. Apoio: SAT Engenharia, Saint Paul Residence, 96 FM e Jornal da Cidade. Av. Getúlio Vargas, 7-50. Informações: 234-7773.

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