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Cresce a adesão à greve dos servidores

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Movimento, que começou anteontem com cerca de 400 trabalhadores, vai ganhando força para pressionar Administração

A greve dos servidores públicos municipais já atinge a cerca de 700 trabalhadores. Iniciado anteontem, o movimento começou com 400 funcionários e foi reforçado, ontem, com o apoio de mais 300. A paralisação, organizada pelo sindicato da categoria, é em protesto à Administração Municipal, que não atende uma pauta de reivindicações formada de 43 itens.

A população já começa a sentir os primeiros efeitos da greve. A coleta de lixo domiciliar não está sendo feita. Serviços de rua, como operação tapa-buraco, desentupimento de bueiros e capinação estão sendo feitos de maneira precária.

Ontem, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) concentrou os grevistas no Departamento de Apoio Operacional (DAO), unidade da Prefeitura considerada estratégica porque é de lá que os servidores são transportados para as frentes de serviços. O local funciona também como pátio de veículos da Administração e abriga caminhões coletores de lixo, máquinas pesadas, caminhões e um posto de abastecimento de combustível.

Segundo a diretora sindical Sônia Carvalho, a greve pipoca atingiu as Regionais da Bela Vista, Parque Vista Alegre e Redentor. A paralisação também chegou à usina de asfalto, marcenaria, Zoológico Municipal e Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).

Muitos funcionários estão ligando dizendo que estão dispostos a paralisar as atividades, mas estão sendo pressionados pelas chefias, relata a sindicalista. Ela conta que em assembléia realizada ontem, ao meio-dia, a categoria decidiu pela continuação do movimento. E agora a greve já pode ser considerada de caráter geral.

Sônia explica que o principal objetivo do movimento é pressionar o prefeito Nilson Costa (PPS) a reabrir as negociações com o sindicato. Também queremos que a Administração contrate um plano de saúde emergencial até que se resolva a situação da assistência médica.

A diretora sindical garante que os serviços considerados essenciais têm a cota mínima exigida por lei atendida. A coleta de lixo hospitalar está mantida em 50%. Um grupo de servidores acompanhou a sessão legislativa da Câmara, que deveria ter votado, ontem, o projeto de lei que dispõe sobre o plano de saúde. Depois, eles saíram em direção ao Palácio das Cerejeiras, onde realizaram um protesto.

Não há greve

Para o chefe de Gabinete da Prefeitura, Antonio Sérgio Marsola, os servidores públicos municipais não estão em greve. O sindicato está tomando medidas truculentas no sentido de bloquear a saída dos veículos dos pátios, o que inviabiliza a execução dos serviços. Os trabalhadores dos caminhões de lixo, por exemplo, estão a fim de trabalhar, mas os caminhões não conseguem sair dos pátios.

Marsola afirmou que a Administração não vai forçar nenhuma medida de confronto com o sindicato. Estamos com toda tranquilidade. Dos mais de 4 mil funcionários, 95% estão trabalhando normalmente. Para nós, a situação é normal, apesar desse momento complexo que passamos, como a discussão do plano de saúde.

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