Cerca de 1.200 veículos estão no pátio. A Ciretran está aguardando uma portaria do Detran para a liberação do leilão
Cerca de 1.200 veículos, entre carros e motos, estão estacionados no pátio da 5.ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), utilizado para recolher veículos furtados, roubados ou apreendidos por irregularidades. O número já esgotou o espaço físico do local, de acordo com o sócio-proprietário Mário Martins. A 5.ª Ciretran está aguardando a liberação de uma nova portaria do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para que os leilões dos veículos possam ser realizados, de acordo com o delegado Abel Fernando Cortêz, diretor da Ciretran.
A área inferior do pátio encontra-se com sua capacidade esgotada, de acordo com Martins. Nós precisamos colocar um alambrado na área superior para comportar mais 500 carros, já que não cabia mais. O pátio não tem espaço para guardar tudo. Tem carro de fora também - de Lins, de Agudos. Há mais ou menos um mês, chegaram uns 100 carros de Agudos. Já estamos na capacidade máxima, afirmou.
O sócio-proprietário do pátio afirma que há mais de um ano não se realiza leilão para liberação dos carros estacionados no pátio. Ele ressaltou que a maior parte dos veículos que chegam não é retirada pelos proprietários devido à necessidade de pagamento das diárias e das multas para que o veículo possa ser liberado. A diária para carros e motos custa R$ 10,81. De 100 carros que entram aqui, saem uns 20 ou 30. Carros bons saem, mas 70% é carro velho. Não compensa para o dono retirar, porque ele teria que pagar multas mais caras que o carro. Então eles deixam aqui. Antes, havia cerca de três leilões por ano. Agora estamos há quase dois anos sem leilão, enfatizou.
Os moradores de casas e apartamentos vizinhos ao pátio estariam preocupados pelo risco que o acúmulo de veículos no local representaria à segurança da população, segundo Martins. Os vizinhos viram a notícia de incêndio de 700 carros num pátio de Campinas e estão com medo. A seguradora já não quer mais assumir o risco. O seguro é caríssimo, salientou.
Martins, que há 15 anos administra o pátio como sócio-proprietário, afirma que pretende deixar o negócio. Não houve outra licitação, mas nós vamos desistir. Há 15 anos atrás, era um carro por mês que chegava. Hoje, são quatro ou cinco por noite, observou.
De acordo com o delegado Cortêz, da 5.ª Ciretran, a realização do leilão está dependendo da liberação de uma portaria do Detran que deve regulamentar a permissão de baixa dos veículos estacionados no pátio.