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Sinserm e SMS divergem sobre a adesão à greve nos núcleos

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Funcionários da saúde aderiram, ontem, à greve dos servidores municipais por reajuste salarial, mas o Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) e a Secretaria Municipal de Saúde (SM) divergem quanto ao número da paralisação. De acordo com o Sinserm, das 22 unidades municipais de saúde de Bauru, dois núcleos paralisaram totalmente as atividades ontem e sete funcionaram parcialmente. Já a Secretaria de Saúde informou que apenas oito funcionários aderiram à greve, causando funcionamento parcial no núcleo do Gasparini e paralisação no atendimento das 7 às 10 horas no núcleo da Vila São Paulo.

Idelma Corral, diretora do Sinserm, disse que a paralisação foi parcial nos núcleos do Jardim Redentor, Geisel, Beija-Flor, Nova Esperança, Vila Cardia, Vila São Paulo e Vila Falcão. A adesão à greve foi total, de acordo com a sindicalista, nos núcleos do Gasparini e do Parque Jaraguá.

A secretária interina da Saúde, Sônia Fiocchi, no entanto, garantiu que nenhuma unidade de saúde deixou de funcionar ontem. Ela disse que cinco funcionários do núcleo da Vila São Paulo pararam às 7 horas, mas retornaram ao trabalho às 10 horas. Já no núcleo de saúde do Gasparini, cinco funcionários pararam, mas a unidade funcionou parcialmente, de acordo com Sônia.

As faixas com a frase Estamos em greve afixadas nos núcleos de saúde anteontem à tarde pela diretoria do Sinserm foram retiradas durante a noite por determinação do Gabinete da Prefeitura, o que deixou as diretoras do sindicato revoltadas. Idelma Corral disse que as placas foram afixadas por decisão de assembléia, para que os pacientes que normalmente chegam antes da abertura dos núcleos de saúde não ficassem esperando em vão.

Sônia confirmou que as faixas foram retiradas por determinação da Prefeitura. Para a secretária de Saúde, o Sinserm tentou dispersar os pacientes ao afixar as faixas e por isso a Prefeitura decidiu retirá-las. Nós respeitamos quem quer aderir à greve, mas não podemos falhar no atendimento aos pacientes, disse.

Ontem à tarde, a Prefeitura divulgou um balanço da greve. De acordo com o levantamento feito ontem, dos 6.492 servidores municipais, 533 estavam em greve. Segundo a Prefeitura, os órgãos com mais funcionários parados eram as secretarias de Obras (370 dos 463 servidores estavam parados) e Meio Ambiente (35 dos 207 servidores parados) e a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (120 dos 774 servidores parados).

No entanto, de acordo com a Prefeitura, boa parte dos servidores parados estava impossibilitada de trabalhar em virtude de piquetes realizados pelo Sinserm. A continuidade ou não da greve dos servidores municipais deve ser decidida em assembléia hoje, após ato no Calçadão.

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