Monteiro quer que a empresa construa novo acesso à "prainha" de Pederneiras, já que o antigo deixou de existir.
Pederneiras - O vereador Reginaldo Monteiro (PT) protocolou ontem no Ministério Público de Pederneiras uma representação contra a Centrovias. Ele pede a intervenção judicial para forçar a empresa a construir um novo acesso à praia pública da cidade. Após a duplicação da rodovia Bauru/Jaú, o antigo acesso ao local ficou inviabilizado. Antes, os freqüentadores precisavam apenas cruzar a pista, que era simples, para se dirigir à praia. Agora, com a rodovia inteiramente duplicada, o acesso ficou mais difícil e caro.
Segundo os cálculos do vereador, o trajeto aumentou cerca de dez quilômetros. Mas o que mais incomoda Monteiro é o fato dos freqüentadores terem de passar pela praça de pedágio, no sentido Pederneiras/Jaú, até encontrar um retorno e passar para o outro lado da pista. Ou seja, além de aumentar o trajeto, os motoristas teriam que necessariamente desembolsar R$ 5,20 em tarifa de pedágio. Para que os munícipes possam nela chegar, terão que pagar pedágio duas vezes: nos sentidos Pederneiras/Jaú e Jaú/Pederneiras, relata o vereador em sua representação. Em razão disso, Monteiro sustenta que criou-se um ônus financeiro em função do duplo pagamento do pedágio e do aumento do trajeto, caracterizando grave transtorno coletivo.
Ele quer que a Centrovias construa um novo acesso no local e devolva aos freqüentadores da praia a facilidade que tinham para chegar até a praia, antes das obras de duplicação da rodovia. Monteiro garante que, antes de acionar o Ministério Público, ele procurou a empresa para resolver o impasse. No entanto, o gerente de projetos Mário Guissu Yamada teria isentado a Centrovias de qualquer responsabilidade. Segundo o vereador, Yamada teria dito a ele que a construção de um novo acesso à prainha não caberia à empresa.
Isso é um absurdo, porque foi a Centrovias que subtraiu o acesso que existia, protesta o petista. Ele espera agora, que o MP ajude-o a encontrar uma solução rápida e definitiva para o caso, uma vez que os prejuízos e transtornos coletivos já estão em curso.
A representação cita ainda a Secretaria de Transportes do Estado de São Paulo como outro responsável pelo desaparecimento do acesso à praia. Monteiro mostra-se indignado com a recusa da Centrovias em construir um novo acesso no local. A representação está agora nas mãos do juiz Gilmar Ferraz Garmes, segundo informou a Procuradoria. A praia que motivou esta disputa jurídica é a mesma utilizada para transportar os veículos de uma margem para outra do rio Tietê, quando houve a interrupção do tráfego sobre a ponte, em 1998.
Centrovias
A assessoria de imprensa da Centrovias informou que a empresa só irá se pronunciar sobre o caso depois de receber a notificação da Justiça. Até ontem à tarde isso ainda não havia acontecido.