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Nilson quer pôr fim a impasse dos ônibus

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Prefeito solicitou à Emdurb que colabore com as negociações sobre transporte. Prefeitura ajudará no que for possível.

Em mais uma reunião referente ao impasse sobre o acordo coletivo dos trabalhadores do sistema de transporte coletivo de Bauru, realizada ontem, o Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários (Sindtran) não conseguiu avançar as negociações. Dessa vez, o presidente do sindicato, Elias Pinheiro da Silva, se reuniu com o prefeito Nilson Costa (PPS), que disse estar disposto a colaborar da maneira possível. Porém, deixou claro que a Prefeitura Municipal não pode deliberar sobre o assunto.

Em contrapartida, o prefeito solicitou ao presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Antônio Carlos Duarte, e ao diretor de transportes, Waldomiro Fantini Júnior - que também participaram da reunião - a colaboração da empresa para resolver a situação e atender às reivindicações da categoria, na medida do possível, sem que haja aumento de tarifa.

Queremos colaborar para que esse processo não seja traumático e para que a situação seja resolvida da melhor maneira possível. Porém, não cabe à Prefeitura deliberar sobre esse assunto. Trata-se de uma discussão entre sindicato, empresas de ônibus e Emdurb, que tem a responsabilidade de gerir o sistema de transporte coletivo. Eu pedi à Emdurb que colabore para assegurar o êxito dessas tratativas, sem acenar com um novo aumento da tarifa. O que for possível à Prefeitura fazer para adiantar essas negociações, será feito, diz o prefeito.

Em relação ao estudo feito pela Emdurb para a modernização e racionalização do sistema de transporte, o prefeito diz que será adotado na licitação, que estaria em andamento.

O presidente do Sindtran destacou a receptividade do prefeito e disse que está contando com a colaboração solicitada por ele à Emdurb. Por enquanto, só podemos esperar que a diretoria da Emdurb atenda a solicitação do prefeito e que colabore para terminar com esse impasse porque, de nossa parte, já fizemos tudo o que era possível. Não há mais como flexibilizar as nossas reivindicações, que já foram alteradas várias vezes, afirma Silva.

De acordo com ele, durante a reunião de ontem o prefeito teria solicitado aos representantes da Emdurb que encontrassem um meio, através do redimensionamento das linhas, de diminuir o custo operacional das empresas que operam no sistema sem causar prejuízos à qualidade do transporte e nem aumento de tarifa.

Em relação ao prazo do dia 5 de agosto solicitado pelo sindicato para que a Emdurb e as operadoras do sistema - TUA, Kuba e Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) - apresentem uma solução para acabar com o impasse nas negociações sobre o acordo salarial, Silva diz que não vai abrir mão. Não vamos alterar esse prazo e nem abrir mão da última proposta que apresentamos. Já flexibilizamos em 14% as nossas reivindicações iniciais sobre o valor dos salários dos trabalhadores; a forma de pagar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) - conforme já foi divulgado pelo JC -; diminuímos o valor reivindicado inicialmente pelo tíquete alimentação para a ECCB, de R$ 180,00 para R$ 80,00 e propusemos o pagamento parcelado desse benefício para a TUA e a Kuba, que ainda não o oferecem; e diminuímos o valor solicitado pelo financiamento do plano de saúde. Não há mais o que flexibilizar, diz Silva.

O presidente do Sindtran voltou a afirmar que, se até o próximo dia 5 a resposta oficial das empresas não for apresentada, ou se a proposta estiver muito longe das últimas reivindicações feitas pela categoria, já a partir do dia 6 as manifestações poderão ser intensificadas. Isso inclui possibilidades de paralisações mais longas e freqüentes em relação às que já foram realizadas, catraca livre nos ônibus e, até mesmo, uma greve.

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