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Desvio de pedágio revolta moradores

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Para não pagar tarifa, motoristas desviam passando pela periferia de Areiópolis, levando medo e poeira aos moradores.

Areiópolis - A fuga de motoristas da praça de pedágio está sendo um problema para moradores do Jardim Karina, em Areiópolis, que sofrem com o tráfego de veículos pesados passando ao lado de suas casas, causando uma série de inconvenientes. Ontem, revoltados com a situação e sem saber mais a quem apelar, eles resolveram interditar duas ruas para tentar evitar a passagem dos veículos e chamaram a reportagem do Jornal da Cidade para registrar a indignação das famílias que ali residem.

O problema é antigo e se por um lador incomoda moradores, por outro atinge também a Prefeitura Municipal e a empresa que administra o pedágio.

Esta última deixa de arrecadar as tarifas daqueles usuários da Marechal Rondon, que preferem trafegar mais alguns quilômetros, mesmo que por estrada de terra, a pagar a tarifa que hoje é de R$ 4,70 por eixo.

A Prefeitura, por sua vez, há algum tempo, proibiu o tráfego de veículos pela principal avenida de acesso à cidade. Mas nem essa determinação da administração municipal está impedindo motoristas, principalmente caminhoneiros, de usar ruas de Areiópolis para desviar da praça de pedágio. Eles acabam entrando por ruas secundárias, no Jardim Karina e conseguem escapar da cobrança.

Os problemas, dizem os moradores, vão muito além de danos nas ruas que, muitas vezes não foram projetadas para suportar o trânsito pesado. Entre as maiores preocupações estão as várias crianças do bairro. Nossos filhos não podem viver trancados em casa. E se saem na rua, correm risco de serem atropelados, diz a dona de casa Márcia Cecília dos Santos Silva, que tem três crianças.

A poeira é outro incômodo. Moradores da avenida Santa Cruz, que ainda não é pavimentada, sofrem quando os veículos passam. Às vezes passam vários caminhões juntos o que faz levantar um poeirão. Temos crianças com problemas de saúde, reclama Benedito Donizete Martins.

Isaías Januário da Silva, que mora na esquina da avenida Santa Cruz com a rua Pedro Guimarães, tem ainda uma outra preocupação. A casa dele, que é nova e financiada, por duas vezes já apresentou problemas de rachadura. Uma vistoria poderá dizer se são provocadas pelo tráfego pesado dos caminhões.

Os moradores reclamam que aquele bairro, que tinha tudo para ser uma área tranqüila, está se tornando, na realidade, um local perigoso para se morar. Nem à noite temos sossego para dormir porque o movimento é direto e quando os caminhões passam sentimos o chão trepidar.

Ontem, enquanto a reportagem ouvia os moradores, era possível assistir manobras de caminhões que deixavam a Marechal Rondon, entravam na cidade e tentavam furar o bloqueio das ruas.

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