Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais e Instituto Lauro de Souza Lima projetam nome de Bauru para outros países. Novo hospital garantirá mais 450 leitos.
Com seis hospitais, Bauru é reconhecida internacionalmente como centro de referência em saúde. O nome da cidade começou a ser projetado para outros países no final da década de 60, quando ganharam destaque no meio médico as pesquisas desenvolvidas pelo Hospital Lauro de Souza Lima - hoje Instituto - e pelo Centro de Pesquisa e Reabilitação de Lesões Labiopalatais, o Centrinho - atualmente denominado Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC). Desde então, pesquisadores e pacientes de países da América Latina e de outros continentes recorrem a essas duas instituições quando os assuntos são hanseníase e anomalias craniofaciais.
A projeção dos trabalhos desenvolvidos pelo Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL) e pelo HRAC, associado ao fato de Bauru ser capital regional e contar com vários cursos universitários na área, atraiu à cidade diversos profissionais de saúde. Como resultado, o município se tornou referência regional e estadual em muitas especialidades em saúde, caso de medicina, fonoaudiologia, odontologia e psicologia.
Hoje, a cidade conta com uma comunidade médica formada por 900 profissionais, de acordo com estimativas da Associação Paulista de Medicina (APM). Com duas faculdades de Psicologia, Bauru tem cerca de 520 psicólogos registrados no Conselho Regional de Psicologia (CRP) - 6.ª Região. Enfermeiros são 280, além de 950 técnicos e auxiliares de enfermagem, segundo dados de 1998 do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren/SP). Os cirurgiões-dentistas somavam 757 em 1998, segundo dados do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO/SP) e o número deve duplicar nos próximos cinco anos por causa dos três cursos de Odontologia oferecidos no município. Há três anos, os fonoaudiólogos chegavam a 208, aponta levantamento do Conselho Regional de Fonoaudiologia de São Paulo (CRF/SP).
De olho nesse potencial humano e na infra-estrutura de saúde, composta por seis hospitais, um pronto-socorro e centenas de clínicas médicas e odontológicas, milhares de pacientes da região vêm a Bauru em busca de atendimento, seja nas redes pública e particular ou nas universidades, nas quais estudantes e professores prestam serviços à comunidade. Nesse grupo estão a Universidade do Sagrado Coração (USC), a USP, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Paulista (Unip).
Além disso, a população da cidade dispõe de rede municipal de saúde composta por 17 postos, um pronto-socorro, três unidades integradas (ambulatório e pronto-socorro) e seis unidades referenciais. Este último grupo inclui o Serviço de Moléstias Infecciosas (SMI), Centro de Orientação e Apoio Sorológico (Coas), Ambulatório Municipal de Saúde do Trabalhador, Serviço de Orientação e Prevenção ao Câncer (SOPC), Programa Municipal de Atendimento ao Idoso (Promai) e Núcleo de Apoio Psicossocial (Naps).
Em nível municipal, quem responde pela saúde é a Secretaria Municipal, comandada pela médica Eliane Fetter Telles Nunes. Na esfera estadual, a responsabilidade é da Direção Regional de Saúde (DIR - X), dirigida pelo médico Flávio Badin Marques. A DIR-X tem sob sua jurisdição 41 municípios.
Atualmente, o órgão tem se empenhado no desenvolvimento do projeto de transformação do Hospital de Base (HB) em Centro Regional de Urgência e Emergência. Os demais setores do hospital seriam ocupados pela Secretaria Municipal da Saúde e suas unidades referenciais, caso do Promai, contribuindo para a redução de gastos com aluguel de prédios de propriedade de terceiros. As propostas da DIR-X vêm de encontro à retomada das obras do Hospital Regional de Bauru, que terá 450 leitos.
Hospital Regional de Bauru terá 450 leitos
Até 2002, Bauru e região ganharão 450 novos leitos hospitalares. As vagas estarão disponíveis à população no Hospital Regional, cujas obras estavam paradas desde 1995 e foram retomadas em 2001, como previu José da Silva Guedes, secretário do Estado da Saúde.
Paralela à construção, a secretaria estadual trabalha, no momento, no reestudo da planta arquitetônica do hospital, como medida para adequá-lo às novas necessidades e tecnologias na área de saúde.
Segundo dados fornecidos pelo Conselho Municipal de Saúde de Bauru, o Hospital Regional tem previsão de 23,5 mil metros quadrados de área construída. Do projeto inicial, 43% do prédio foi concluído.
Quando entregue, o Hospital Regional atenderá pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, esses pacientes recorrem ao Hospital de Base, Hospital Manoel de Abreu e Maternidade Santa Isabel. Já os associados à Unimed procuram, preferencialmente, o Hospital Beneficência Portuguesa e o Hospital da Unimed, o qual mantém uma das estruturas hospitalares mais modernas do Estado.