Ligações com outras regiões do País são feitas através do entroncamento rodo-hidroferroviário, o maior do Interior da América Latina.
A localização privilegiada é uma das principais qualidades de Bauru, que conta com o maior entroncamento rodo-hidro-aeroferroviário do Interior da América Latina. No total, o município dispõe de quatro rodovias principais, duas malhas ferroviárias, acesso à hidrovia Tietê-Paraná e dois aeroportos, estando um em fase adiantada de construção.
As facilidades de acesso tornam Bauru uma das cidades mais promissoras do Interior paulista, por permitir a sua integração com outras regiões do Estado e do País de maneira rápida e, na maior parte das vezes, muito segura. Esse é o caso da rodovia Marechal Rondon, que conecta o município a São Paulo através de 343 Km de pistas duplas.
As outras regiões do Estado ligam-se à cidade por meio das rodovias SP 225 (Jaú-Bauru-Ipauçu), SP 294 (Bauru-Marília) e SP 321 (Bauru-Iacanga). As duas primeiras têm trechos sendo duplicados, cujas obras devem ser concluídas ainda em 2001, de acordo com estimativas das empreiteiras responsáveis.
Atentas a esse perfil, 130 empresas de transportes de cargas rodoviárias operam em Bauru, atendendo todo o território nacional. Entre os clientes, depósitos de combustível da Petrobrás, Shell, Texaco e Ipiranga.
A localização central favorece, também, o transporte de passageiros. Tanto que a cidade conta com 14 empresas de transporte viário atuando em seu Terminal Rodoviário, do qual partem viagens a 252 cidades de nove estados brasileiros (leia matéria nesta página).
Além do transporte rodoviário, os passageiros dispõem de transporte aéreo, realizado por duas empresas. Os vôos, em direção às principais cidades do País, partem do Aeroclube de Bauru, mas em breve deverão ter como origem o Aeroporto Regional - empreendimento estimado em R$ 25 milhões e cujas obras estão sendo financiadas em parceria entre o Estado e a União.
No caso das cargas, o escoamento pode ser feito através da malha ferroviária, que são duas: a Oeste, operada pela Novoeste, ligando Bauru a Corumbá; e a Paulista, feita pela Ferroban, a qual acessa Bauru às cidades de Botucatu, Jundiaí e Panorama.
Outra função das ferrovias é ligar o município a outros países da América do Sul. Ao Sul, por exemplo, a cidade tem acesso aos mercados da Argentina e do Uruguai. A Oeste, Paraguai, Bolívia, Norte da Argentina e, através do Chile, ao Oceano Pacífico. A Leste, os destinos são os portos de Santos, Espírito Santo (ES) e Paranaguá (PR) e a zonas de matérias-primas siderúrgicas, caso de Volta Redonda (RJ), sede da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e de Cubatão, onde está localizada a Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa).
Outra dado geográfico que se mostra estratégico, é a localização de Bauru a 25 Km do Porto Intermodal do rio Tietê, na cidade de Perderneiras, integrante da Hidrovia Tietê-Paraná. De lá, é possível escoar cargas até Buenos Aires.
Para secretário, município tem vocação polifacetada
Apesar de Bauru registrar maior número de empresas nas áreas de comércio e indústria, a vocação municipal é polifacetada. A afirmação é de Roberto Rufino, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico.
Não descartamos o comércio e a indústria, que traz estabilidade à cidade, mas Bauru pode trilhar outros caminhos, como o turismo. Desenvolvendo esse potencial, poderemos nos interagir com a região, oferecendo ao turista opções interessantes. Temos uma região fértil nesse sentido, garante Rufino.
Outro vocação de Bauru, aponta o secretário, é o agrobusiness. Nesse ponto, somos privilegiados, porque contamos com criação de cavalos, bois e realizamos exposições de repercussão nacional e internacional.
A presença de cursos, em nível técnico e universitário, na área de informática, faz Rufino pretender acelerar outra vocação local. Podemos ser pólo regional de informática. Temos farta mão-de-obra, cursos e condições técnicas, como a Embratel, salienta.
Com a função de trazer investimentos para o município se desenvolver economicamente, o secretário trabalha em outras frentes, como batalhar pela instalação de parques temáticos de diversão. Apesar de tantas idéias, Rufino não perde de vista o comércio e a indústria.
Tanto que trabalha para viabilizar o aluguel das oficinas da antiga Noroeste, hoje entregues ao mato e à depredação. Seu projeto é que os prédios sirvam para acomodar pequenas indústrias ou estabelecimentos de prestação de serviços.
Se conseguirmos que a Rede Ferroviária atenda nossa solicitação, poderemos garantir o maior zelo àquele patrimônio e torná-lo um centro de negócios e produção, diz Rufino, que já ciceroneou visitas de empresários ao local. Segundo ele, todos avaliaram positivamente a iniciativa da secretaria.
Em relação às indústrias, o órgão investe na viabilização de microdistritos industriais, os quais seriam instalados na periferia de Bauru. Dessa maneira, fixaríamos os trabalhadores nos bairros, reduzindo gastos com transportes e ampliando os as áreas destinadas às indústrias, explica Rufino.