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Deputado cobra ajuste na lei da queimada da cana

Fabiano Alcantara
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O deputado estadual Arnaldo Jardim (PPS) está cobrando um ajuste na lei que permite a queimada da cana-de-açúcar. Na semana passada, ele foi homenageado pela Associação dos Plantadores de Cana da Região de Jaú (Associcana) pela autoria da lei. Segundo o deputado, a lei aprovada recebeu uma modificação que prevê uma transição muito rápida para mecanização, sistema que dispensa o uso do fogo.

De acordo com Jardim, a lei acelera a mecanização em 55% (área passível de mecanização), além de forçar a erradicação de outros 45% (área não mecanizável) da área destinada ao plantio da cana no Estado. A questão, segundo ele, causaria problemas sociais, agrícolas e ambientais.

Com a crise de energia, o momento não é de enfraquecer o setor. A cana tem ajudado muito o País, devemos ter orgulho de ter a matriz energética mais limpa do mundo, afirmou o deputado. O presidente da Associcana, Paulo Brandão, disse que a lei do deputado trouxe tranqüilidade para o setor, que se via preocupado com as ameaças de multas. Sem as queimadas, a produção cai e havia ameaça de demissões. De acordo com Brandão, o Estado tem 400 mil trabalhadores rurais envolvidos com a cana.

Durante a homenagem, o deputado Jardim comentou a possibilidade do Brasil gerar energia a partir do bagaço da cana, a biomassa. Também foi levantado o projeto de exportar álcool e conceder maior incentivo para o incrementar o setor.

O prefeito de Jaú, João Sanzovo Neto (PDT), afirmou que a lei evitou uma grande perda social. O município não teria condição de absorver o desemprego. O trabalhador estava em risco, disse. Ele comentou que a cana representa 35% do PIB agrícola do Estado e é essencial para a economia de Jaú e região.

O deputado federal Nélson Marquezelli (PTB) disse que esperava que a lei fosse aprovada a mais tempo. Um alqueire de cana queimada traz menos prejuízo que um motor a diesel desregulado. E um alqueire de cana dá de comer a quantas famílias?, questionou o deputado.

De acordo com ele, a proibição foi coisa de xiitas que estavam criando caso. Marquezelli afirmou que a questão só foi notada em São Paulo, por este motivo não havia nenhuma lei parecida sendo articulada em âmbito federal.

O País precisa valorizar o homem do campo. Devemos voltar às nossas raízes, defendeu. O deputado argumentou que o encontro reuniu políticos de vários partidos porque a agricultura não tem cor partidária. Cerca de 500 pessoas participaram da homenagem ao deputado, que foi presenteado com uma placa de prata. Representantes de várias cidades da região estiveram no encontro, com o prefeito e/ou secretários de Jaú, Barra Bonita, Mineiros do Tietê, Bocaina, Itapuí, Boracéia e Dois Córregos.

O secretário de Recursos Hídricos do Estado, Antônio Carlos de Mendes Thame, representou o Governo do Estado. Participaram também da homenagem, representantes das associações de plantadores do Paraná e de Pernambuco.

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