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Emdurb fixa jornada de 6h para coletor

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Em reunião com o Sinserm, a Emdurb documentou jornada de 6 horas seguidas de trabalho para coletores

Em mais uma reunião de negociações realizada após o término da greve dos servidores municipais, desta vez entre a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e o Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), ocorrida na última sexta-feira, uma das principais discussões foi a jornada de trabalho e horas extras dos coletores. Porém, na opinião do presidente da Emdurb, Antonio Carlos Duarte, apenas foi documentada uma prática comum, que é a jornada de trabalho de seis horas seguidas para os coletores.

De acordo com uma das diretoras do Sinserm, Sônia Carvalho - que participou da reunião de anteontem juntamente com as também diretoras da entidade, Maria de Lourdes Paula e Idelma Corral e o advogado Sandro Fernandes, o presidente da Emdurb, a assessoria jurídica da empresa e os coletores Edvaldo Borges Pinheiro e Valdecir Rosa, representando a categoria -, ficou definido que, de segunda a sexta-feira, a jornada de trabalho dos coletores será de seis horas diárias e não mais de oito horas. O que ultrapassar esse limite, será considerado hora extra.

Os coletores trabalham oito horas por dia ininterruptamente, sem horário para descanso nem almoço. Como o serviço desenvolvido por eles, chamado de tarefa, não pode ser interrompido, ficou definido que a jornada de trabalho passará a ser de seis horas diárias, durante a semana. Aos sábados, quando a jornada é de quatro horas, também ficou acertado que o que ultrapassar esse tempo será considerado hora extra, informou Sônia.

Consultado pela reportagem, o presidente da Emdurb disse que a jornada de seis horas já era adotada, porém agora foi registrado em documentos. A questão da jornada de trabalho sempre foi assim. Sempre foi paga hora extra além de seis horas diárias de trabalho. O serviço de coleta pode ser realizado com interrupção, como por exemplo, das 7 às 11 e das 13 às 15 horas. Só que existe uma série de inconvenientes para os trabalhadores seguirem esse esquema, porque eles trabalham correndo. Ou seja, existem diversas características que fazem com que o serviço contínuo renda mais. Então, normalmente se faz a opção por seis horas contínuas, o que equivale a oito horas com interrupção. A única diferença é que agora isso está documentado. Além disso, é muito difícil eles trabalharem oito horas seguidas, diz Duarte.

Em relação à coleta de lixo hospitalar, o principal problema apresentado pelo Sinserm à Emdurb, segundo Sônia Carvalho, seria o fato dos veículos utilizados para esse trabalho não serem, supostamente, devidamente apropriados para a função. Segundo ela, é feita uma vedação nesses carros com o objetivo de impedir que o odor do lixo ou líquidos passem para o interior do automóvel. Porém, por serem veículos adaptados para esse serviço, a vedação não estaria sendo suficiente para livrar o coletor e o motorista de alguns vazamentos. Como são sempre os mesmos trabalhadores que fazem esse trabalho, porque precisam ser pessoas especializadas nisso e que tenham tomado as vacinas necessárias, eles estão sempre expostos a riscos, porque está havendo vazamento, disse.

O presidente da Emdurb disse que esses reparos já estavam sendo feitos há algum tempo, por se tratar de uma questão administrativa da empresa. Isso já estava sendo feito e não é preciso o pedido do sindicato para tratarmos dessa questão, afirmou Duarte.

A ata da reunião da sexta-feira será assinada durante o próximo encontro, marcado para o dia 11 do mês que vem. Segundo Sônia Carvalho, um dos principais temas a serem discutidos nessa data será o aterro sanitário.

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