Várias podem ser as causas para se fazer um implante dentário. Atualmente, os implantes são modernos, proporcionando ao paciente segurança e conforto, sem esquecer da estética, que é um dos fatores mais importantes para essas pessoas.
Os dentistas entrevistados pelo JC Saúde, Carlos Araújo, Angélica Araújo, Jonas Rosa Cardoso e Célio Ricardo Domingues explicam todos os detalhes sobre os implantes dentários, desde os tipos que existem no mercado, as vantagens, como são colocados, de que material são feitos, entre outros.
De acordo com o dentista doutor em prótese Carlos Araújo, que é também professor da Faculdade de Odontologia de Bauru, da Universidade de São Paulo, o supra-sumo da tecnologia falando-se em implante é uma peça feita de zircônia pura, que é um mineral da cor do dente e, por não ser um metal, a luz atravessa de um lado a outro como se fosse um dente natural. Essa peça é escaneada através de um escaner analógico de safira. Via Internet, envia-se uma mensagem para a Suécia, onde uma máquina interpreta a mensagem e confecciona uma espécie de capa para a peça. Para deixar o trabalho ainda mais perfeito, um técnico realiza uma arte em cima da capa, colocando camadas de cores correspondentes ao dente do paciente.
A técnica de implantes com conexão cônica (ligação do implante com a peça que recebe a capa), de acordo com Araújo, é revolucionária, porque é precisa e impede qualquer tipo de infiltração ou vazamento. Nos implantes tradicionais, apesar da junção parecer perfeita, as bactérias conseguem entrar entre a peça e o implante causando inflamações na gengiva, mau hálito. Muitas vezes, quando tiramos a peça para limpar, percebemos que há alimento dentro, disse. Araújo explicou que, apesar de o implante tradicional ainda ser muito utilizado, a substituição pelo mais moderno já existe e é muito mais eficiente. Essa foi uma grande e importante mudança, porque a partir do momento em que conseguimos vedar o implante, de forma que deixemos a gengiva e o osso livres de bactérias, a saúde do paciente permanece estável. Quando usamos esse tipo de implante, o paciente fica tranqüilo e esquece. A gengiva forma da mesma maneira, não provoca mau hálito e não precisa estar abrindo para limpar, explicou.
O tempo para se fazer o implante varia de caso para caso. Araújo disse que uma pessoa que perdeu um dente num acidente, por exemplo, tendo uma estrutura óssea favorável, em três meses coloca-se a prótese. Muitas vezes são necessárias etapas cirúrgicas que antecedem o implante e, nesses casos, pode-se levar até um ano o tratamento porque é necessário fazer o osso, a arquitetura gengival para depois colocar o implante com um intervalo de, mais ou menos, três meses entre uma cirurgia e outra, afirmou. Nessas ocasiões, as próteses provisórias são utilizadas por esses pacientes que estão em tratamento anterior ao implante.
Araújo explicou que, a partir da década de 80, os implantes começaram a ser usados na América, com outra demanda, a estética. Assim, iniciou-se o método de colocar implantes para repor apenas um dente e o eixo de preocupação dos implantes mudou completamente. O objetivo era refinar as técnicas para poder fazer estética.
Outra fase dos implantes é a recuperação da arquitetura óssea e gengival ao redor do implante. Quando a pessoa perde um dente e fica três ou quatro anos sem esse dente, mesmo que ela use uma ponte móvel, o osso vai diminuindo de volume e, na época, os cirurgiões colocavam o implante naquele lugar que tinha menos osso e o resultado não era perfeito. Hoje, já é possível recuperar a arquitetura óssea e, devido à grande preocupação com a estética, deixar resultados mais perfeitos, explicou.
A dentista especialista em implantodontia, Angélica Araújo realiza esse trabalho de recuperação óssea e gengival ao redor do implante. Ela explicou que o trabalho é feito em conjunto com Araújo que é quem coloca o implante.