Vereador do PDT afirma que Bauru, a exemplo de São Paulo, pode ter uma máfia envolvendo sindicalista e fiscais.
O vereador Faria Neto (PDT) acusou ontem o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Economia Informal de Bauru, Mário Agusto dos Santos, de vender ilegalmante pontos de barraqueiros instalados no Centro da cidade. Ele usou a tribuna da Câmara Municipal, durante a sessão legislativa, para fazer a denúncia.
O parlamentar diz que foi procurado por barraqueiros que relataram a situação e que preferiram se manter no anonimato para evitar retaliações. O pedetista acusa Santos de vender pontos de barracas aos trabalhadores e exigir deles a filiação à entidade sindical ao custo de R$ 50,00.
Faria disse, ainda, que o sindicalista cobraria uma taxa de R$ 10,00 por mês para garantir o ponto aos barraqueiros. Quem não paga perde a barraca e o ponto em dois dias porque fiscais da Prefeitura autuam os barraqueiros. É muita coincidência a agilidade e a rapidez desses fiscais nos casos, insinua.
Ele lembrou o caso da máfia dos fiscais, em São Paulo, que comprometeu a administração do ex-prefeito da Capital, Celso Pitta. Fomos até os barraqueiros. Alguns, acanhados, não quiseram falar que são achacados. Vou dar um prazo de 15 a 20 dias para a Prefeitura se manifestar. Caso contrário, poderemos ter uma CEI dos Fiscais, ameaçou, dando a entender que pode haver envolvimento de servidores do setor de Fiscalização da Administração na cobrança de ilegal pelos pontos.
O pedetista fez questão de deixar claro que a secretária municipal de Planejamento, Maria Helena Rigitano, não tem nada a ver com isso. Mas acho que vamos achar mel nesse pau. Tem fiscal que, coincidentemente, retira barraqueiro do Centro da cidade porque não pagou propina para o senhor Mário.
O vereador informou que o Ministério Público vai acompanhar o caso de perto. Segundo Faria, o promotor de Defesa da Cidadania, Fernando Masseli Helene, foi colocado a par da denúncia e prometeu apurá-la com rigor para punir eventuais envolvidos.