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Menor diz que alugou arma para crime

Fabiano Alcantara
| Tempo de leitura: 2 min

O adolescente R.B.N. disse ter alugado revólver para assaltar pizzaria em Botucatu, onde a filha de comerciante foi morta.

Botucatu - O adolescente R.B.N, 17 anos, assumiu ontem a autoria do assassinado seguido de roubo (latrocínio) ocorrido na sexta-feira em Botucatu. R. disse à polícia que alugou por R$ 80,00 a arma usada no crime. Ele foi apresentado à Vara da Infância e da Juventude e poderá seguir para a Febem.

O negócio teria sido feito com Rogério Lopes. Após realizar buscas, a polícia encontrou um revólver na casa de Lopes. Por este motivo, ele foi preso por porte ilegal de arma e levado para a Cadeia Pública de Botucatu. Além do porte ilegal, Lopes deve responder na Justiça por participação no latrocínio.

De acordo com o delegado-titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Celso Olindo, R.B.N praticou o crime junto com T.M.D, 15 anos, que está foragido. R. admitiu ter sido ele o autor do disparo que matou Ana Cláudia Gonçalves da Silva Tavares, 30 anos. Ana Cláudia era filha de Benedito da Silva, proprietário da Pizzaria Trivial, tradicional restaurante na região central de Botucatu.

Segundo Olindo, o suspeito negou o aluguel da arma, mas como o revólver estava em seu guarda-roupa a evidência foi suficiente para prendê-lo. Outro dado é que o capuz supostamente alugado junto com a arma para o assalto foi encontrado em um terreno baldio ao lado da casa de Lopes. Todos os investigados moram no bairro Vila Jardim.

O delegado da DIG disse que no depoimento de R., o rapaz afirmou ter matado a vítima por engano. Ele contou que tentou atirar em garrafas para intimidar os presentes. Com isso, ele esperava não ser perseguido e, em caso de ter sido reconhecido, não ser denunciado.

Olindo disse que chegou até R.B.N por meio de denúncias e investigações. Ele contou que o caso recebeu atenção especial. Era um fato bastante grave. Cerca de 25 policiais civis estiveram empenhados, afirmou. Ele aproveitou para agradecer o apoio da equipe da Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise), comandada por Paulo Buchignani.

O crime

O assassinato de Ana Claúdia aconteceu por volta das 23h30 da noite de sexta, quando já se encerrava o expediente da casa. Um indivíduo encapuzado entrou no local e, armado de revólver, anunciou o assalto.

Ana Cláudia estava no caixa e não reagiu, mesmo assim foi baleada. O tiro atingiu a vítima na região do pescoço. Depois de atirar, o ladrão apanhou R$ 150,00 em dinheiro do caixa e fugiu.

Ana Cláudia foi socorrida pela viatura policial chamada ao local por seu pai, única pessoa presente na hora do crime. Ela chegou ao Hospital da Unesp já sem vida.

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