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Falências de empresas tiveram queda de 52%

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Um levantamento feito pelo diretor do Cartório de Ofício de Distribuição Judicial do Fórum de Bauru, Claudemir Jair da Silva, mostrou uma queda acentuada de 52,11% no número de pedidos de falência de empresas registrados este ano. Nos sete primeiros meses, o total de pedidos foi de 34, contra 71 no mesmo período do ano passado. Para o economista Wagner Ismanhoto não se trata de um cenário totalmente positivo, e sim, da seleção natural de mercado, através da qual apenas os mais preparados sobrevivem.

Na opinião do economista, para que pudesse ser realizada uma análise mais próxima da realidade, em relação aos pedidos de falência registrados, seria necessário comparar esses dados com a quantidade total de empresas em atividades na cidade. Porém, é muito difícil precisar números como esses pelo fato de que nem todas as empresas que fecham suas portas seguem os devidos procedimentos jurídicos. Muitas não registram o encerramento porque fica muito caro e, por isso, não é possível obter uma estatística oficial.

Analisando somente os dados apresentados pelo Cartório, o economista diz que a queda na quantidade de pedidos de falência não deve ser comemorada, e sim, servir como um alerta para os empresários em relação à acirrada competitividade do meio em que atuam. O que está havendo é uma seleção do próprio mercado. Ou seja, as empresas que não constróem uma base sólida acabam sendo engolidas pelas mais resistentes. Então, essa queda não pode ser vista simplesmente como uma melhora da situação. É necessário que os empresários tenham consciência de que se não investirem na empresa, não se atualizarem ou se reciclarem constantemente, terão grandes chances de não obter sucesso. Uma prova disso é a mais recente publicação da revista Exame sobre o ranking das 500 maiores empresas do Brasil. Um estudo mostrou que, das companhias que apareceram no ranking há dez anos, somente duas permanecem entre as 500 maiores do levantamento atual, observa Ismanhoto.

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