Os jornais examinando ranking de risco-país, colocam o Brasil em incômodo 6º lugar, num total de 925 pontos. Em situação de pior risco, apenas a Turquia, o Equador, a Ucrânia, a Argentina (com 1.572 pontos) e a nação-campeã, a Nigéria, com 1.826 pontos.
Em melhores condições que o Brasil, a saber Venezuela, Rússia, Bulgária, Peru, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Suriname, Serra Leoa, e tantos outros.
A estranheza é que, desde a ascensão de FHC ao poder, cumprimos obedientemente todo o receituário imposto pelo FMI, que, como se sabe é um gestor dos países ricos, destinado a impedir que estes tenham prejuízos, inclusive quanto ao sangue que extraem dos países deste desgraçado terceiro-mundo.
Alguma coisa, portanto, deve estar errada. Num raciocínio simplório, a que me submeto, embora me desagrade este pensar tão linear, se as metas foram todas cumpridas, se o governo brasileiro descurou tão fortemente dos gastos sociais para atender à determinação de seus credores e se ainda assim constitui altíssima taxa de risco, vale a pena tanto sacrifício?
Meu falecido pai dizia que da Argentina só vinham frentes frias e boas maçãs. Maçãs, já as temos em superior qualidade, produzidas em Santa Catarina. O frio continua a gelar nossos corações e judiar de nossos pobres ossos, já não tão jovens.
Modestamente, não entendo (sempre achei Economia uma chatice inominável) porque a falência da Argentina nos arrasta igualmente a uma pré-falência.
E se assim for, porque nosso ínclito governo federal não cuidou a tempo de eliminar esta nefasta dependência?
A não ser que já estejamos falidos, como país, como nação e como esperança, há muito tempo sem nos darmos conta disto. (Marco Antônio de Souza - OAB/SP 55.799)