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Pesquisa revela danos do racionamento

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

31 empresas responderam questionário que indicou números preocupantes e a intenção de iniciar demissões.

Botucatu - Cerca de 54,83% das empresas de Botucatu encaminharam à empresa distribuidora de energia elétrica na região (CPFL), pedidos de revisões de metas de consumo. Os números foram pesquisados pela Diretoria Regional do Ciesp de Botucatu, no mês de julho. A pesquisa indicou também que, apesar dos pedidos de revisões, 67,74% das empresas conseguiram atingir a meta de consumo elétrico, referente ao consumo de julho de 2001. A pesquisa foi feita pela Diretoria Regional do Ciesp em 31 empresas de Botucatu.

Os números revelam, segundo o diretor regional Luiz Antonio Massa, que o racionamento prejudicou os projetos de crescimento das empresas. Ele salientou que das 31 empresas pesquisadas, a metade foi obrigada a rever os planos de crescimento da produção.

Isso se justifica, comparando os números referentes das empresas que atingiram as metas, mais de 67% e as que estão pedindo revisão de consumo, que quase chegam a 54,83%, comparou.

O racionamento de energia, como na maioria do Brasil, surpreendeu os empresários de Botucatu, uma vez que as indústrias não estavam preparadas, com fontes alternativas de energias para suas industrias. Apenas 39% tinham alternativas energéticas para enfrentar o racionamento. As empresas de Botucatu que estão utilizando energia alternativa na produção utilizam lenha, gás, gerador e biomassa.

São empresas do ramo de panificação, alimentos e fabricantes de chapas de madeiras, afirma Luiz Antonio Massa. Depois do plano de racionamento, seis empresas anunciaram que pretendem investir em fontes alternativas: gás e geradores, três utilizando gás e três com geradores.

O impacto negativo na redução de energia elétrica na produção das indústrias de Botucatu também atingiu o faturamento das empresas. Cerca de 38,71% afirmaram na pesquisa realizada pela entidade, que deixaram de faturar de 1 a 10%.

Por outro lado 12,90% revelaram que deixaram de faturar de 11 a 20%. Entre os que tiveram altas perdas de faturamento estão 6,45% que deixaram de faturar entre 21 e 30% e 12,90% das indústrias tiveram perdas no faturamento acima de 30%.

Entre os que responderam que não tiveram nenhuma perda com o racionamento, estão 38.71% e os que não souberam responder estão 6,45%.

Um dado extremante negativo do engessamento da produção, para atender as metas do governo é a previsão de demissões de trabalhadores. Na pesquisa 42% das empresas responderam que serão obrigados a demitir funcionários para ajustar a produção com o caixa. 45% afirmaram que não haverá demissões. 6,50% não souberam responder a pergunta e outro 6.50% já efetuaram as demissões necessárias para adequação do quadro de funcionários.

As empresas que responderam o questionário do Ciesp são: Anidro do Brasil, Brashidro, Duratex, Eucatex, Hidroplás, Induscar, Industria Aeronáutica Neiva, Irbex, Irizar, Kroma, Moldmix, Ronchetti, Staroup, Vetroresina, A Libanesa, Agroarte, Agrobrás, Artcalha, Blowpet, Café Tesouro, Gráfica Criação, Fertec, Formall, Grafica Igral, Isalbra, A Realeira, Petrac, Quessada, Salifer, Sete Colinas, Pedro Losi Curtume Paulista.

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