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Melhoria Contínua: Ignorando o auto-conhecimento

Davison de Lucas
| Tempo de leitura: 3 min

A pior ignorância não é não ter instruções, mas não se auto-conhecer. O ignorante conforme dicionário, é uma pessoa rústica, que não estudou, que não sabe, que nesse caso, conseqüentemente torna-se imprevisível diante das circunstâncias da vida. Mas, pior mesmo, é ver gente ignorante achando que não é. Muitas vezes são pós-graduados, com cursos no Exterior, mas que infelizmente não se percebem.

O verbo achar, que significa encontrar por acaso, inventar, supor, julgar ou considerar, deveria ser retirado do vocabulário, considerando os problemas que causa. Exemplos nessa área é que não faltam.

Se fosse realizada uma pesquisa, principalmente entre religiosos, disciplinados, perguntando se são bondosos, a maioria diria sem titubear, com muito orgulho, que sim. Mas, na maioria das respostas, encontraríamos mentiras, pois são pouquíssimas as pessoas que medem quantas bondades versus maldades fazem no mês, para poder dizer com certeza sou bondosa. Muitas chegam no final do mês com um saldo enorme de maldades. Nesse caso, apesar de terem caras de boazinhas, são maldosas. As aparências enganam. Tem que medir, para não se iludir.

No tocante à irritações, estima-se que uma pessoa normal, durante 20 anos carrega em seu currículo, os seguintes números:

l 300 ressentimentos com amigos íntimos.

l 800 discordâncias religiosas.

l 1.300 incompatibilidades nas relações com colegas.

l 1.000 choques com chefes de serviço.

l 1.700 desgostos com filhos, genros e noras.

l 1.500 alterações com esposa (o).

l 1.800 contrariedades em família.

l 300 ofensas em serviços de atendimento telefônico.

l 400 dissabores em atendimentos na compra de produtos e serviços.

Sabe-se que não é só o cigarro que mata. A irritação também, pois mente sã, corpo são. A maioria das mocinhas do passado levaram vantagens, porque levavam muito a sério a elaboração de diário. Com isto, tinham um instrumento precioso para praticar a auto-análise.

Os norte-americanos sempre consideraram a disciplina de elaborar um diário, uma atitude sublime e nobre, pois é uma forma muito eficaz de passar experiências vividas reais para os próximos.

Com um diário, é mais fácil verificar e enxergar se está colocando a inteligência e a competência na direção correta, porque não basta ser inteligente e competente. No tocante às empresas, é imprescindível medir as principais variáveis do meio, ter informações corretas, para aumentar as possibilidades de acertos nas decisões e ações.

Por isto, as organizações espertas, investem muito em tecnologia de informação, para fugir da ignorância. Repare bem nas partidas de futebol apresentadas atualmente pela TV. São tantos indicadores devidamente medidos: número de vezes que o juiz tolerou faltas, número de vezes que a bola saiu pela lateral, número de chutes ao gol. O telespectador fica bem nutrido, informado, envolvido e principalmente motivado.

Com a vida não é diferente. Se sabe que sorrir é saúde, pois aumenta o poder defensivo dos glóbulos brancos no sangue. Portanto, meça e anote quantos sorrisos você dá no dia; Elogiar uma pessoa eleva a auto-estima dela, ajudando-a. Meça quantos elogios você fez na semana; falar palavras positivas, gera pensamentos positivos, cria otimismo e esperança. Meça quantas palavras positivas e não positivas são emitidas no dia.

Percebe-se que os indicadores trazem transparência, ou em outras palavras, a verdade. Os grandes mestres quando estiveram por aqui, orientaram para procurar a verdade, para se libertar.

Não é à toa que está escrito na Bíblia orar e vigiar, que pode ser traduzido, com maior respeito como orar e medir. São raras as pessoas que têm em suas metas de vida, se auto-conhecer. Faça parte desse grupo que respeita o auto-conhecimento. Medindo, anotando, comparando, analisando e melhorando. Faça isto!

Sugestão de melhoria

Invista muito esforço na paciência, pois ela é o segredo da felicidade.

Davison de Lucas - Diretor da M. Davison & Associados - www.mdavison.com.br

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