Bauru, 27/07/01, 17 horas, sexta-feira. Eu (Walter), Caio, Nene, Nelson, Carlão, Luis e Binho saímos para mais uma pescaria em Porto Esperança, rio Paraguai, na van do Arilson.
A viagem de ida foi muito tensa, pois estava uma noite escura, fria e chuvosa. Tudo correu bem e às 6 horas do dia seguinte, chegamos ao Morrinho, onde nos esperavam os piloteiros Maninho e Lucas. Descemos o rio e nos hospedamos no confortável rancho Camalote.
Os dois primeiros dias foram de muito frio e muito pouco peixe, chegando-se até a cogitar de antecipar a volta. Felizmente, o bom senso venceu e resolvemos ficar até sexta-feira.
Na quarta-feira, de manhã, fomos pescar no Barranco Limpo, pois, na tarde anterior, o Nene e o Mudinho (piloteiro) haviam fisgado alguns dourados, no corrico. Nesse dia, saíram cinco pintados de medida, conforme mostra a foto, vendo-se da esquerda para a direita: Luis, Caio, Walter, Carlão, Nelson, Binho e Nene.
No dia seguinte, quinta-feira, fomos em três botes para lá, sendo que o Carlão, Nelson e Lucas saíram às 4 horas. Decepção total. Pescamos até a hora do almoço e voltamos para almoçar no rancho. À tarde, 16 horas, mais ou menos, voltamos ao Barranco Limpo para acabarmos com as iscas que haviam sobrado, já que era o último dia de pescaria.
Aí, a surpresa. Na primeira descida de rodada, fisgamos um jaú de um metro de comprimento. Dez minutos após, na mesma descida, outro jaú, bem maior. A luta começou. A vara, totalmente embodocada, frição cantando e aquele peso enorme. Na primeira boiada do jaú, o Maninho cravou a fisga na parte posterior do peixe. O jaú afundou com a fisga cravada, levando quase toda a linha do molinete e pregou no fundo. O Binho, meu companheiro de bote, chamou o outro bote, onde estavam o Nelson, Carlão e Lucas. O Lucas passou para o nosso bote e, depois de muito tempo e muita paciência, o jaú boiou novamente. Aí o Lucas cravou sua fisga na parte anterior do peixe, o Maninho pegou na fisga que estava cravada na parte posterior e, nós três, conjuntamente, embarcamos o jaú.
Foi o último peixe da pescaria, provando-se, mais uma vez, que em pescaria, como em tudo na vida, não devemos desistir nunca, e sim, acreditar e perseverar sempre.
Peso do jaú: 50 kg.Molinete com linha 0,60 e anzol 5/0.
Na foto do jaú aparecem, da esquerda para a direita: Nelson, Luis, Walter, Nene, Binho e Caio.
(*) Walter Silva é pescador e contador de histórias