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Dívida da Cohab é de R$ 567 milhões

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A diferença entre o passivo e o ativo deve ficar em R$ 20 mi com a extinção de 18 mil contratos. Mutuários devem R$ 48 mi

A Companhia Habitacional de Bauru (Cohab) tem um passivo de R$ 567 milhões. Com a extinção de 18 mil contratos em função do programa de quitação do Governo Federal, o passivo vai ficar cerca de R$ 20 milhões maior que o ativo, segundo o presidente da Cohab, Constante Mogione. Para ele, a companhia está sofrendo uma evolução em sua estrutura à medida das operações em andamento. Ainda assim, a limitação como agente financeiro coloca a companhia apenas como intermediária de contratos antigos.

Constante Mogione disse que a Cohab ainda conta com um ativo circulante de R$ 48 milhões. O valor refere-se ao saldo de inadimplência dos contratos. A companhia vê o saldo aumentar todos os meses, já que tem que repassar para a Caixa Econômica Federal (CEF) pelos contratos em andamento mesmo que os mutuários não paguem em dia suas prestações. A situação deve sofrer uma acomodação quando da extinção de 18 mil contratos, operação já em andamento.

A previsão é que a Cohab continue operando com 30 mil contratos, de núcleos que foram criados após 1987. Assim, o prazo para a extinção desses contratos é de 12 anos. Ou seja, se a companhia não voltar a ser agente financeiro, não terá como justificar sua existência em poucos anos. Constante Mogione diz que vem atuando para adaptar a Cohab à nova realidade. Atualmente, a companhia tem 119 funcionários, mas já chegou a ter uma folha de R$ 1 milhão em 1998.

A companhia também tem que resolver junto à CEF um crédito de R$ 14 milhões de seguro. Com sua própria seguradora, a Cohab tem dívida de R$ 29 milhões. A previsão é que uma Medida Provisória (MP) do Governo Federal possa resolver a questão na parte do crédito em favor da companhia. Com a seguradora, a Cohab espera que uma auditoria reduza os valores a serem pagos. Sobre o fato de o patrimônio da companhia estar hipotecado junto à CEF, Mogione diz que isso é uma exigência prevista nas operações.

A ausência de projetos onde a companhia atue como a construtora de núcleos habitacionais faz com que alguns vereadores defendam o fechamento da Cohab. A companhia funciona como intermediária de créditos antigos, sendo que o papel de agente financeiro atualmente é feito pela CEF. A criação de novos núcleos habitacionais é feita diretamente entre as construtoras e os mutuários junto à CEF.

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