Levei um susto quando ela me falou que tinha um filho, conta o bancário Luís*, confessando que sua primeira reação foi negativa. Pensei, justo agora que me interessei vou ter que agüentar uma criança.
A namorada, a escriturária Paula*, na época, era mãe de uma criança de 3 anos, fruto de um antigo relacionamento. Já tinha namorado um rapaz antes do Luís e tinha tido problemas, por isso nem achei que o nosso caso iria dar certo, diz.
O pior problema enfrentado por Paula no namoro anterior foi a rejeição do filho por parte do companheiro, Ele não gostava, por exemplo, quando eu tinha que parar de fazer alguma coisa para cuidar do meu filho ou quando não podia sair porque não podia deixar o nenê sozinho, lembra.
O namoro durou dois meses. Com Luis, a história foi diferente desde o começo. Depois do susto, eu percebi que iria me tornar um pouco pai de uma hora para outra e foi o que eu tentei fazer, diz. Como o pai da criança não tinha o costume de visitá-la, o bancário nunca teve problemas. Resolvi fazer o papel de pai 100% do tempo.
Depois de dois anos de namoro, Luís e Paula se casaram e hoje têm mais uma criança em casa. Tenho dois filhos e gosto dos dois da mesma maneira, afirma Luís*.
* Os nomes foram trocados para preservar a identidade do casal